EFE/Andreu Dalmau
EFE/Andreu Dalmau

Cidadãos de 18 países estão entre as vítimas do ataque em Barcelona 

Ataque a ponto turístico que atrai mais de 300 mil num fim de semana reforça estratégia de ataques recentes na França e na Inglaterra

O Estado de S.Paulo

17 Agosto 2017 | 21h47

BARCELONA - A Defesa Civil espanhola afirmou que cidadãos de pelo menos 18 nacionalidades estão entre os mortos e feridos no atentado desta quinta-feira, 17, em Barcelona. A escolha do alvo indica que o objetivo não era atacar um símbolo de poder, mas causar o maior dano e ganhar visibilidade, sem importar quem seriam as vítimas. Estima-se que nos finais de semana mais de 300 mil pessoas passem pelas Ramblas da capital catalã.

As autoridades afirmaram que há entre as vítimas, sem distinguir os mortos dos feridos, cidadãos de Alemanha, Argentina, Austrália, Argélia, China, Bélgica, Cuba, França, Espanha, Holanda, Hungria, Peru, Romênia, Irlanda, Grécia, Macedônia, Itália e Venezuela.

O calçadão pode ser comparadas à Times Square em Nova York ou à orla de Copacabana no Rio – é raro visitar Barcelona sem passar pelo emblemático caminho de 1,2 quilômetro. 

O modus operandi do ataque repetiu a trágica estratégia dos atentados de Nice, na França, Berlim, na Alemanha, Londres, no Reino Unido, e Estocolmo, na Suécia, cometidos por extremistas muçulmanos ao longo de 2016 e 2017. Em julho do ano passado, na cidade francesa de Nice, um caminhão investiu contra uma multidão que festejava o Dia Nacional na praia e, em dezembro, um caminhão invadiu uma feira natalina em Berlim. 

Ao reivindicar a autoria do atentado, o grupo terrorista Estado Islâmico não apresentou provas de que o autor ou autores tenham sido treinados diretamente pela organização. Também não explicou a razão pela qual a Espanha teria sido escolhida – no caso do ataque da Al-Qaeda à estação de trens de Atocha em Madri em 2004, o atentado foi ligado diretamente à entrada do país no núcleo da coalizão liderada pelos EUA.

O responsável pelo ataque em Barcelona também buscou um alvo emblemático, onde pudesse atingir o maior número de pessoas possível. Barcelona é uma das cidades que mais recebem turistas nesta época do ano, quando é verão no Hemisfério Norte.

As Ramblas é uma das atrações turísticas mais populares de Barcelona, um lugar para passear entre quiosques de flores e suvenires e artistas de rua e absorver o encanto histórico da cidade. 

O calçadão começa na Praça da Catalunha, no centro histórico, e segue até o antigo porto, onde se fechavam os detalhes comerciais das expedições da Coroa de Aragão e onde uma enorme estátua de Cristóvão Colombo se ergue, apontando para a América. / AFP

 

Mais conteúdo sobre:
Espanha [Europa]Terrorismo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.