Cidade americana também serve como 'dormitório'

Além dos limites do Forte Bliss, a pacata El Paso serve como um calmo dormitório para quem trabalha em posições mais qualificadas em Ciudad Juárez. Entre eles está o próprio prefeito da cidade mexicana, Héctor Agustín Murguía, um ardoroso opositor à vinculação da cidade à violência rotineira registrada em suas ruas.

Denise Chrispim Marin, O Estado de S.Paulo

25 de dezembro de 2011 | 03h07

"Não estamos passando por um problema grave de violência. Neste ano, baixamos em 67% nesse quesito", disse Murguía. "Esse problema está na cabeça de vocês, estrangeiros, que têm uma concepção muito grave das pessoas de Juárez."

John Cook, veterano da Guerra do Vietnã e prefeito de El Paso, admitiu à reportagem que não cruza a fronteira com a frequência do passado. A razão é a violência de Juárez. Como as leis mexicanas proíbem o porte de armas, sua escolta teria de acompanhá-lo desarmada. Ainda assim, de quatro a cinco vezes ao ano, ele passa a pé pelo posto de imigração mexicano, atravessa a ponte sobre o Rio Grande e toma o primeiro táxi até o lugar da reunião com o prefeito de Juárez. "Vou sozinho, como um americano qualquer. O chefe de polícia de El Paso não gosta nada disso", afirmou Cook.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.