Cidade atingida por terremoto volta a ter aula na Itália

Crianças voltaram hoje às aulas em três salas improvisadas erguidas no acampamento que abriga várias vítimas do terremoto que atingiu a região central da Itália. O prefeito da pequena vila de Poggio Picenze - a poucos quilômetros de L''Aquila, a cidade mais atingida pelo terremoto - tomou um pequeno sino para chamar as crianças, que assistiram às aulas pela primeira vez desde o tremor de 6 de abril. A professora Liberata Marchi disse que a maioria do conteúdo do ano letivo já havia sido ensinado às crianças antes do terremoto. "O fato de estarem juntas, brincarem com outras crianças, divertirem-se é muito importante", disse ela. "Será difícil, mas faremos tudo o que pudermos para ajudar estas crianças".

AE-AP, Agencia Estado

16 de abril de 2009 | 15h00

Levadas por suas mães, as crianças reuniram-se num pequeno pátio onde um pequeno escorregador e uma gangorra foram instalados, além de flores e árvores em vasos. Alguns voluntários iniciaram as aulas em outro acampamento, mas a abertura da escola em Poggio Picenze marcou oficialmente o retorno às aulas para as vítimas do terremoto de 6,3 graus na escala Richter, que matou 294 pessoas e destruiu milhares de construções na região de Abruzzo, área central da Itália. "Temos de voltar à vida normal o mais rápido possível", disse o primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

A ministra da Educação Mariastella Gelmini disse que a abertura da escola foi um "sinal pequeno, mas importante" de que a situação de normalidade está voltando e que isso pode ajudar as crianças a superar o trauma de ter perdido amigos e parentes no tremor. Cerca de 30 estudantes apareceram para assistir às aulas, disse o prefeito de Nicola Menna, ele mesmo morador de uma barraca desde o terremoto. A escola da vila ficou danificada após o tremor, embora ainda permaneça de pé, disse o engenheiro Lucio Ciammitti, funcionário local. "Pode-se ver os danos do lado de fora, mas nós ainda não inspecionamos o prédio".

A ministra da Educação disse que nenhuma criança vai perder o ano escolar por causa do terremoto e que ela assinou um decreto permitindo que as vítimas do tremor possam estudar em qualquer escola do país. Das 52 mil pessoas desalojadas pelo terremoto, cerca de 33 mil estão vivendo em acampamentos erguidos em L''Aquila e nas 26 cidades e vilas atingidas pelo sismo. Berlusconi disse que o governo tem como objetivo fechar os acampamentos antes que comece a fazer frio novamente no outono, em setembro, e encontrar acomodação para os que perderam suas casas.

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