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Cidade chinesa onde coronavírus surgiu começa a relaxar confinamento

Em meados de janeiro, moradores de Wuhan foram forçados a ficar em casa, o Exército impôs controles na saída e a cidade passou por uma radical mudança de vida 

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2020 | 20h34

WUHAN, CHINA - A cidade chinesa onde surgiu o novo coronavírus, Wuhan, reabriu gradualmente alguns de seus serviços e transporte público neste sábado (horário local, sexta-feira à noite no Brasil), depois de mais de dois meses de isolamento quase total. 

Os 11 milhões de residentes de Wuhan foram submetidos a um confinamento muito rigoroso em meados de janeiro. Os moradores foram forçados a ficar em casa, o Exército impôs controles na saída e a cidade passou por uma radical mudança de vida. 

A partir deste sábado, os trens podem entrar na estação da cidade. Os visitantes podem chegar, mas não podem sair, até 8 de abril, em princípio. 

Wuhan é a capital da Província de Hubei, onde a maioria das cidades já teve suas condições de vida draconianas suavizadas. As estações ferroviárias e aeroportos da província já começaram a operar gradualmente no início da semana. 

Mais de 50 mil moradores de Wuhan foram infectados com o coronavírus, que aparentemente emergiu de um mercado da cidade onde os animais selvagens eram vendidos para consumo humano. Segundo dados oficiais, a província registrou menos de 20 casos na última semana. 

 

O metrô de Wuhan retornará às operações neste sábado e alguns shoppings abrirão suas portas na próxima semana. 

Os bancos já reabriram e os ônibus estão de volta às ruas, embora a recomendação oficial seja que os moradores evitem viagens desnecessárias./AFP 

 

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