Cidade da Guatemala lincha mulher suspeita de matar menina

Garota, cujo corpo foi mutilado, teria sido seqüestrada para ter seus órgãos vendidos

Agencia Estado

19 Junho 2007 | 11h05

Milhares de guatemaltecos enraivecidos espancaram uma mulher até a morte e atearam fogo em outra suspeitando que elas tenham matado uma menina para roubar e comercializar órgãos, informou a polícia neste sábado, 16. Mishel Diaz desapareceu de casa em Camotan, cidade perto da fronteira com Honduras, na quinta-feira, e o corpo mutilado da menina de nove anos foi encontrado no dia seguinte, em um caminho abandonado. O braço dela havia sido decepado, os olhos arrancados e o corpo retalhado. A pele do peito tinha sido removida como se tivesse havido uma tentativa de arrancar o coração e os rins, informou o chefe de polícia Enrique Lemus. Uma multidão foi de casa em casa procurando por três mulheres que acreditavam que tivessem cometido o crime. "Alguns vizinhos disseram ter visto uma mulher sequestrar a menina. Foi assim que chegaram à conclusão de que essas mulheres eram as culpadas", disse Lemus. "Então, pelo menos 2.000 pessoas foram atrás delas. Foi a cidade inteira." Marciana Recinos, 24 anos, foi espancada até à morte na praça da cidade. A polícia conseguiu resgatar as outras duas mulheres, mas não antes de a população jogar gasolina e colocar fogo em uma delas, que agora se recupera no hospital. A terceira está detida.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.