Cidade italiana quer proibir minissaias

Prefeito de Castellammare di Stabia julga uso de roupas muito curtas uma questão de 'decência'

Agência Estado e Associated Press

25 de outubro de 2010 | 13h43

'É uma questão de senso comum, de decência', diz o prefeito.

 

ROMA - Quanto "mini" uma minissaia pode ser? O prefeito da pequena cidade italiana de Castellammare di Stabia definiu que a medida será determinada pelo agentes da lei, e não pela moda. O prefeito da cidade à beira-mar no sudeste do país, Luigi Bobbio, quer proibir os jogos de futebol em parques e praças púbicas, blasfêmias em voz alta e "roupas muito pequenas".

 

As novas regras devem ser aprovadas pelo conselho da cidade nesta segunda. O prefeito, que é conservador, disse que minissaias e outras roupas provocantes serão permitidas contanto que não sejam muito relevadoras. "É uma questão de senso comum, de decência", disse ele. Um grupo local de mulheres políticas planeja realizar um protesto na frente da Câmara Municipal durante a votação e pediram que as participantes usem minissaias.

 

As medidas também incluem a proibição da realização de jogos de futebol em espaços públicos - Bobbio diz que esses jogos geralmente acabam em briga - banhos de sol ou ficar nu, blasfêmia ou linguagem chula em geral. Homens não podem andar sem camisa, segundo o projeto. As pessoas que não cumprirem as regras podem ser punidas com uma multa de até 500 euros (US$ 700). Se for aprovada, a lei entra em vigor imediatamente, disse Bobbio.

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