REUTERS/Vicente Gaibor del Pino
REUTERS/Vicente Gaibor del Pino

Cidade no Equador marcada pela força destruidora do início da pandemia planeja vacinação em massa

Uma das primeiras fontes da pandemia na região, Guayaquil segue plano da capital, Quito, para buscar imunidade comunitária

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2021 | 19h52

QUITO - A segunda maior cidade do Equador, Guayaquil, assinou nesta segunda-feira, 29, com o Ministério da Saúde um acordo para vacinar toda sua população de 1,8 milhão de habitantes contra a covid-19. A capital do país, Quito, iniciou nesta segunda-feira um plano semelhante de imunidade comunitária para sua população. 

Em Guayaquil, cidade portuária e capital econômica do país, muitas pessoas perderam a vida esperando atendimento, com hospitais e cemitérios entrando em colapso. Guayaquil sofreu como nenhuma outra cidade latina a força destruidora da pandemia no seu início, antes mesmo de o pior chegar. Em abril do ano passado, a prefeita de Guayaquil, Cynthia Viteri, chegou a declarar que "não havia espaço nem para vivos, nem para mortos"

Nesta segunda-feira, a prefeita anunciou que os integrantes da chamada Mesa Técnica de Guayaquil ativarão na terça-feira sete postos de vacinação em massa, que contarão com 300 auxiliares de enfermagem e permitirão que em quatro meses os residentes de Guayaquil sejam vacinados contra covid-19. 

A cidade de Quito iniciou nesta segunda-feira um plano semelhante. A capital equatoriana deu início ao que será o maior plano de vacinação de sua história e o próprio prefeito, Jorge Yunda, visitou algumas unidades de saúde para verificar o processo em que as doses contra a covid-19 estão sendo administradas em idosos. “Trabalhamos com rapidez para que, até 31 de agosto, toda a cidade esteja imunizada”, disse o prefeito. 

Em uma cerimônia para marcar a implementação do plano, Yunda agradeceu ao ministro da Saúde, Mauro Falconí, por "sua decisão política de servir à cidade" e explicou que estão sendo montadas 100 brigadas de vacinação, 3 unidades médicas e cerca de 800 membros do pessoal de saúde estão aptos a vacinar.

Em breve, a capital equatoriana poderá ter 3,2 milhões de vacinas contra a covid-19 por conta do acordo com o Ministério da Saúde assinado no final de semana.

Os municípios equatorianos vinham exigindo a aprovação do Executivo nos últimos meses tanto para poder administrar a aquisição de vacinas por conta própria, como também as instalações para a distribuição das doses de vacinas entre a população.

O governo do Equador anunciou na quarta-feira a chegada de um sétimo lote de doses da farmacêutica americana Pfizer, em meio a críticas pelo lento programa de vacinação do país. 

O Equador iniciou seu plano nacional de vacinação em 21 de janeiro com uma fase piloto em que as vacinas foram distribuídas a profissionais de saúde da linha de frente, bem como a idosos e funcionários de centros geriátricos.

Em 4 de março, teve início a "Fase 1", na qual se espera que 2 milhões de pessoas sejam imunizadas até 20 de maio, um processo que avança lentamente e custou a dois ministros da Saúde seus empregos: Juan Carlos Zevallos e Rodolfo Farfán.

O Equador planeja um investimento de mais de US$ 200 milhões para seu programa de vacinação contra a covid-19, com o objetivo de imunizar até 60% de sua população este ano, o equivalente a 9 milhões de pessoas. O país, um dos mais atingidos da América Latina, acumula 325.124 casos de contágio e 16.746 mortes por covid-19. 

As fronteiras terrestres e marítimas equatorianas estão fechadas há um ano e as aulas presenciais foram suspensas./EFE e AFP  

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