Courtney Sacco/Corpus Christi Caller-Times via AP
Courtney Sacco/Corpus Christi Caller-Times via AP

Cidades do sul dos EUA se preparam para chegada do furacão Harvey

Com ventos de até 160 km/h, ele pode se tornar o mais potente a tocar o território americano em 12 anos, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC)

O Estado de S.Paulo

25 Agosto 2017 | 08h38

MIAMI, EUA - Várias cidades do Texas, no sul dos EUA, ordenaram na quinta-feira 24 a retirada de diversas pessoas da região diante da chegada do furacão Harvey, que continua ganhando força e poderá tocar a terra no sábado.

Atualmente acompanhado de ventos de até 160 km/h, Harvey pode se tornar nas próximas horas o furacão mais potente a tocar o território americano em 12 anos, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC), com sede em Miami.

Nesta madrugada, o NHC elevou o nível de classificação do Harvey, agora considerado de categoria dois em uma escala que vai até cinco. O Centro espera um fortalecimento da tempestade, com previsões de que se transforme em um "furacão maior", pelo menos de categoria três, com ventos de até 209 km/h, e "potencialmente mortífero" quando tocar a terra no Texas.

"A todos que ainda não abandonaram (a cidade), por favor façam isso logo", disse o prefeito de Portland, Ted Wheeler, acrescentando que qualquer deslocamento será mais difícil e perigoso em razão dos ventos previstos para a manhã desta sexta-feira, 25.

Em Port Aransas, também ocorriam deslocamentos e preparativos, enquanto o prefeito de Corpus Christi, com cerca de 300 mil habitantes, incentivava a população a sair da cidade.

O risco de inundações inesperadas também é grande em algumas regiões, onde se esperam até 76 centímetros de chuvas e um aumento das águas do mar de entre 1,8 metro e 3 metros.

Os funcionários e os aviões de treinamento em duas bases da Marinha em Corpus Christi e Kingsville, ambas no Texas, foram removidos, já que estariam na rota do Harvey.

O governador do Texas, Greg Abbott, lançou de forma preventiva alertas de desastres em cerca de 30 condados, explicando que a iniciativa permite que o Estado "implemente rapidamente recursos" para os serviços de emergência.

As autoridades de Houston, maior cidade por onde o furacão passará, a cerca de 30 km da costa, por enquanto não têm previsão de ordenar deslocamentos, embora sejam esperadas fortes chuvas que poderiam durar até cinco dias.

Também se espera que o Harvey provoque inundações em New Orleans, no Estado vizinho de Louisiana, onde o devastador furacão Katrina causou a morte de mais de 1,8 mil pessoas em 2005.

"Poderíamos ver algumas inundações localizadas", disse o prefeito de New Orleans, Mitch Landrieu, em uma entrevista coletiva. Ele também informou que várias equipes de resgate estavam se preparando para a eventualidade, mas que ainda não foram previstos deslocamentos. "Só precisamos garantir que estejamos preparados para uma forte chuva neste fim de semana", disse Landrieu.

Petróleo

As preocupações sobre o Harvey também chegaram ao mercado petroleiro. Em Nova York, o combustível fechou em baixa dado que os investidores estão preocupados com as possíveis consequências da chegada do furacão nas refinarias da região do Texas.

"As refinarias poderiam ser danificadas pelos ventos, mas também poderiam sofrer com as inundações e, inclusive, cortes de energia elétrica", disse James Williams, da WTRG Economics.  "Uma vez que é paralisada, uma refinaria pode demorar até sete dias para voltar a produzir normalmente", indicou.

Uma plataforma de perfuração foi esvaziada na quinta-feira no Golfo do México, assim como outras 39 unidades de produção de petróleo e gás, que representam 9,5% e 14,7% da produção, respectivamente. / AFP

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