Cientistas buscam segredo da juventude

Um em cada 10.000 norte-americanos passa dos 100 anos de idade. São o grupo etário de mais rápido crescimento, podendo chegar a meio milhão de pessoas em 2050, segundo números da Oficina do Censo. Alguns cientistas estão registrando o que comem os centenários, o que fazem e como aliviam as tensões. Seus filhos, irmãos e cônjuges também fazem parte das pesquisas para determinar a diferença entre os que vivem mais de cem anos e as demais pessoas.Já se sabe que poucos centenários sofreram ataques cardíacos, mal de Alzheimer ou diabetes. "Constantemente rechaçamos a idéia de que quanto mais velho, mais doente", afirma o doutor Thomas Perls, diretor do Estudo de Centenários de New England na Escola de Medicina de Harvard. "Eles evitam tais enfermidades. Temos que descobrir como e por quê".Os cientistas afirmam que, no geral, os irmãos dos centenários tendem a viver mais, apresentando de três a quatro vezes mais probabilidade do que a população geral de chegar pelo menos aos 90 anos, e oito vezes mais de alcançar um século de vida. Até agora, os genes que prolongam a vida foram identificados apenas entre os insetos. Quando esses genes forem identificados nos seres humanos, afirmam os médicos, eles não serão usados para produzir uma espécie de elixir da juventude. Serão, ao contrário, utilizados para ajudar para que todos vivam vidas mais saudáveis.Há descobertas que os cientistas não conseguem explicar. As mulheres centenárias, por exemplo, superam o número de homens, mas são mais doentes e frágeis. Também, as mulheres que tiveram filhos depois dos 40 anos têm cinco vezes mais probabilidade de chegar aos 100 anos que as outras mulheres. Os centenários são de todas as raças. Alguns fazem tarefas agrícolas, enquanto outros navegam na Internet. Uma vida cômoda, saudável e sem tensões não garante necessariamente uma vida prolongada. Há filhos de escravos que chegaram aos 100 anos, assim como judeus sobreviventes dos campos de concentração. "Temos centenários que fumaram a vida toda; temos centenários que são obesos", afirma o doutor Nir Bazilai, um pesquisador da Universidade Yeshiva.

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