Cientistas matarão baleias encalhadas na África do Sul

Cientistas da África do Sul decidiram que será preciso matar 34 baleias que estão encalhadas na costa sul do país desde a manhã deste sábado. Os animais estão na praia de Kommitjie, próxima ao Cabo da Boa Esperança. A medida é necessária, porque os animais resistem aos esforços da equipe para levá-los de volta ao mar e retornam à praia onde voltam a ficar encalhados.

AE-AP, Agencia Estado

30 de maio de 2009 | 16h06

A chefe do grupo Ação e Proteção de Golfinhos, Nan Rice, informou à South African Press Association (SAPA, na sigla em inglês), que os voluntários conseguiram salvar 20 baleias, mas para os demais animais encalhados a única saída será a eutanásia. Segundo ela, as baleias devem ser mortas com um tiro na cabeça para evitar maior estresse.

"Estou muito triste, mas esta é a coisa certa a se fazer", disse Rice. Uma baleia morreu hoje mais cedo enquanto a equipe de resgate, com centenas de voluntários, tentava retirar os animais da praia. O grupo enfrenta fortes ventos e grandes ondas nas águas geladas do Atlântico na tentativa de salvar as baleias, que chegam a ter três metros de comprimento.

As autoridades sul-africanas enviaram seis dragas para ajudar a empurrar os animais de volta ao mar. "Sempre que conseguimos levar as baleias de volta para o mar, elas nadam de volta para a praia", contou o porta-voz do Instituto Nacional de Resgate Marítimo, Craig Lambinon.

Milhares de pessoas viajaram para a região na tentativa de observar o fenômeno, lotando as estradas de acesso à região. As autoridades pedem que elas deixem a área. A região onde ocorreu o encalhe é reconhecida como um importante ponto de observação de baleias durante o inverno. Os cientistas ainda não têm explicações para o fenômeno.

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