Cientistas russos recuperam fragmentos de meteoro

Cientistas russos encontraram mais de 50 pequenos fragmentos do meteoro que explodiu sobre as Montanhas Urais, na Rússia, na sexta-feira e já iniciaram exames para determinar seu conteúdo.

AE, Agência Estado

18 de fevereiro de 2013 | 15h01

Porém, os moradores locais parecem mais interessados no valor dos fragmentos no mercado negro. Ofertas de venda de pedaços do meteoro já são abundantes na internet, embora a polícia já tenha alertado que aos compradores que podem ser vítimas de fraude.

O meteoro - que deixou quase 1.500 feridos e causou sérios danos à cidade de Chelyabinsk - foi o maior a atingir a Terra em mais de um século. Segundo autoridades da área de saúde, 46 pessoas ainda estavam hospitalizadas.

Viktor Grokhovsky, que comandou a expedição da Universidade Federai dos Urais, disse nesta segunda-feira que 53 fragmentos do meteoro foram retirados da crosta de gelo que cobre o lago Chebarkul. Segundo ele, os pedaços que têm menos de um centímetro, são compostos por cerca de 10% de ferro e pertencem ao tipo condrito, a variação mais comum de meteoritos encontrado na Terra.

A queda do meteoro na sexta-feira deixou um buraco de seis metros de diâmetro no gelo que cobre o lago. Mergulhadores não encontraram nada no fundo do lago, mas Grokhovsky disse que um fragmento de 50 a 60 centímetros pode ser eventualmente descoberto no local.

Os vidraceiros da cidade continuavam muito ocupados na substituição de janelas que se quebraram por causa da onda de choque provocada pela queda do meteoro. Segundo a Nasa, o a queda do corpo celeste liberou energia equivalente a mais de 30 bombas como a que foi lançada em Hiroshima.

O governo local estima que os danos tenham chegado a 1 bilhão de rublos (US$ 33 milhões) e disse esperar que o governo federal libere pelo menos metade desse valor.

Lidiya Rykhlova, chefe do departamento de astronomia do Instituto de Pesquisa Espacial de Moscou, disse que especialistas elaboraram um programa que prevê a construção de novos telescópios, dentre eles alguns que devem permanecer no espaço, para alertar a respeito de asteroides, cometas e outras ameaças. O programa de 10 anos tem um custo estimado de 58 bilhões de rublos (US$ 1,9 bilhão). As informações são da Associated Press.

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