Cientistas vão retornar ao Titanic para fazer mapa 3D

Uma equipe de cientistas lançará uma expedição ao Titanic no próximo mês para avaliar as condições do mais famoso naufrágio do mundo e criar um detalhado mapa 3D que " vai tirar, virtualmente, o Titanic do fundo do mar para o público". A expedição ao local a 4 quilômetros de profundidade sob o Oceano Atlântico está sendo apresentada como a mais sofisticada expedição científica ao Titanic desde a descoberta dos restos do navio, há 25 anos.

AE-AP, Agência Estado

27 de julho de 2010 | 21h11

A jornada de 20 dias deve partir de St. Johns, na província canadense de Terra Nova, numa parceria entre a RMS Titanic, empresa que tem os direitos de resgate do navio, e a Instituição Oceanográfica Woods Hole, dos Estados Unidos. A expedição não fará coleta de artefatos, mas sondará o campo de destroços de 3 km por 5 km, onde milhares de objetos permanecem espalhados.

Alguns dos visitantes mais frequentes do local farão parte da expedição, ao lado de importantes cientistas submarinos e de organizações como a Administração Nacional de Atmosfera e Oceano (NOAA) dos Estados Unidos. Os organizadores afirmam que os dados e imagens ficarão, no fim, disponíveis para o público.

"Pela primeira vez, realmente vamos tratar isso como um sítio arqueológico, com duas coisas em mente", disse o cientista David Gallo, um dos líderes da expedição. "Uma é preservar o legado do navio, ao melhorar a história do Titanic em si. A segunda é entender exatamente qual o estado do navio". O Titanic bateu em um iceberg e afundou em sua viagem inaugural em 15 de abril de 1912, deixando 1.522 mortos.

Desde que o oceanógrafo Robert Ballard e uma equipe internacional descobriram o Titanic, em 1985, a maioria das expedições dedicou-se a fotografar o naufrágio ou recolher artefatos, como louças, sapatos e peças do navio. O cineasta James Cameron, diretor do filme Titanic, também levou equipes ao local do naufrágio para gravar a proa e a popa, que se separaram durante o afundamento e hoje estão separadas por 500 metros.

A equipe de oceanógrafos, arqueólogos e outros pesquisadores vai agora fazer uma avaliação das duas seções do navio, que estão submetidas a correntes marítimas, água salgada e à pressão do fundo do oceano. A expedição usará tecnologias de imagem e sonar que nunca tinham sido aplicados ao Titanic e para sondar quase cem anos de sedimentos acumulados, a fim de obter o mais completo inventário possível do conteúdo do navio. "Estamos tratando isso como uma cena de crime", disse Gallo.

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