Ciganos querem ter assento na ONU

Hoje, na reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre discriminação racial, na África do Sul, foi a vez de se discutir a questão dos ciganos. Eles não querem ser chamados de ciganos, denominação que consideram preconceituosa, mas de povo rome, expressão universal que poderia ser usada em qualquer língua. Esta é a primeira reivindicação da população rome em Durban. Os manifestantes vindos de várias partes do mundo, desfilaram na reunião e pediam o fim da violência contra os ciganos, com faixas espalhadas pelo plenário.Os ciganos, ou rome, também denunciam a discriminação contra sua comunidade. Na América Latina há discriminação e, na Europa, racismo, disse o argentino Fernando Bernal, durante manifestação de seu grupo, esta manhã, no centro internacional de convenções onde se realiza a reunião da ONU contra o racismo. Os ciganos são cerca de 50 milhões no mundo. O Brasil tem uma comunidade de 800 mil a 1 milhão de ciganos e a Argentina, 300 mil. "Estamos reivindicando também ser reconhecidos como povo sem território e que tenhamos assento na ONU", informou Bernal, funcionário público e dirigente de uma associação de assistência mútua.

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