Ciganos querem US$ 6 bi da IBM por conta do Holocausto

A comunidade cigana entrou com um processo contra a IBM, pedindo indenizações que podem chegar US$ 6 bilhões. Eles alegam que a empresa acelerou o Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial. O processo foi aberto em Genebra, na Suíça, país que concentraria a maio parte das riquezas de ciganos e de judeus, tomadas pelos alemães. De acordo com a associação internacional dos ciganos, que tem base na Suíça, o maior objetivo do processo é fazer com que a IBM reconheça que foi cúmplice de crimes contra a humanidade. A associação representa não só os ciganos daquele país, mas também os alemães e franceses, e um polonês, todos órfãos por causa do Holocausto. Segundo os ciganos, o processo foi aberto na Suíça porque na época da guerra a sede da empresa na Europa estava localizada em Genebra. Os ciganos permanecem em vigília diante do antigo prédio da IBM na cidade, localizado em frente de um grande lago. O prédio deixou de ser usado pela IBM em 1950. Os ciganos planejavam ingressar com a ação desde que foi publicado um livro, no ano passado, do escritor Edwin Black, que mostra os modos pelos quais a empresa teria ajudado os nazistas a promover mortes em série de judeus e ciganos. As máquinas da IBM teriam sido usadas para codificar detalhes de pessoas enviadas aos campos de concentração. O número 12 representariam os ciganos, os judeus eram codificados com o número 8, e os que eram enviados para Auschwitz, onde ocorreram a maioria dos assassinatos, eram listados como 1. Os prisioneiros recebiam um código D4 nas máquinas se tivessem sido mortos. Segundo estimativas, cerca de 600 mil ciganos, metade de sua população na Europa, pode ter morrido nas mãos dos nazistas. Segundo a própria comunidade, este número pode chegar a 1,5 milhão de pessoas.

Agencia Estado,

31 Janeiro 2002 | 17h43

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