Cinco americanos são acusados de planejar atos terroristas contra Otan

Reunião de cúpula promete ser palco de manifestações contra a guerra no Afeganistão

Denise Chrispim Marin, enviada especial, Chicago ,

20 Maio 2012 | 14h34

Cinco americanos foram acusados de planejar atos terroristas durante a reunião de cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), entre hoje e amanhã em Chicago. O evento promete ser palco também de amplas manifestações contra a guerra no Afeganistão. Veteranos de guerra, membros dos movimentos Occupy nos Estados Unidos e outros indignados se concentravam nesta manhã na Grande Praça e prometiam marchar nesta tarde até o centro de convenções McCormick, onde os líderes dos 28 países da Otan e mais dez convidados estarão reunidos.

Ontem, a Sebastian Senakiewicz, de 24 anos, foi acusado de terrorismo. Ele e outros quatro americanos teriam “fabricado explosivos, incluindo coquetéis molotov, para serem usados/detonados durante a cúpula da Otan”, segundo a polícia de Chicago. Mark Neiweem, de 28 anos, também foi preso por porte de explosivos. Brian Church, de 20 anos, Jared Chase, de 24 anos, e Brent Vincent Betterley, de 24 anos, viajaram a Chicago de outros Estados do país e acabaram processados no sábado por conspiração e terrorismo.

O trio era investigado desde o início do mês, sob suspeita de fabricar coquetéis molotov. Seus alvos seriam o centro de convenções onde se dá a cúpula da Otan e a casa do prefeito de Chicago, Rahm Emanuel, um dos maiores aliados do presidente dos EUA, Barack Obama, e seu chefe de gabinete até o final de 2010.

O aparato de segurança montado em Chicago envolveu o reforço do contingente local com mais 30 mil policiais e agentes vindos de outros Estados. No sábado, 18 pessoas foram presas durante protesto em frente da casa de Emanuel, segundo a polícia de Chicago.

Neste domingo, os manifestantes concentrados na Praça Central portavam placas dizendo “Otan, vá embora!” e “Guerra = Dívida”. A organização do protesto pretende conduzir “pacificamente” a multidão pelas ruas do centro de Chicago até o centro de convenções, onde são esperadas cerca de 30 mil pessoas. Um dos grupos de indignados é o da Federação Nacional de Enfermeiros, cuja assembleia estava ocorrendo no sábado justamente no hotel onde Obama e sua delegação se hospedaram.

“Se alguma coisa acontecer, o plano é pegar as pessoas que geraram os atos violentos, separá-las da multidão e prendê-las”, afirmou o superintendente da Polícia de Chicago, Garry McCarthy. “Nós não vamos cobrar da multidão. Essa será a nossa linha”, prometeu.

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