Cinco brasileiros podem ter morrido no WTC

Segundo informações extraoficiais, cinco brasileiros já são dados como mortos nos escombros do World Trade Center, mas seus corpos ainda não foram encontrados. Além de três deles cujos nomes foram divulgados pelas famílias e já constam da lista com mais de cinco mil vítimas, relacionada pelo serviço de resgate formado pelas autoridades americanas, o Consulado do Brasil em Nova York anunciou o envio de carta à família de um gaúcho e um capixaba solicitando, informações a fim de apresentar os documentos oficiais necessários para possível identificação de corpos. Apesar de o número presumível de brasileiros que teriam sido mortos no WTC ainda estar restrito a cinco pessoas, o cônsul-geral, Flávio Perri, admite que pode haver mais. "Há muitas pessoas sem documentos, que vivem sozinhas por aqui, e essas jamais serão encontradas", disse o embaixador. Representantes do consulado brasileiro e outras representações diplomáticas foram chamados para uma reunião convocada pela Prefeitura de Nova York, a fim de receber instruções sobre o procedimento a ser seguido para identificação de vítimas. Essas instruções serão publicadas no website da chancelaria brasileira em Nova York, no endereço www.brazilny.org. Parentes dos brasileiros Ivan Barbosa e Marie Sallerin Ferreira, funcionários da Cantor Fitzgerald, e Sandra Fajardo Smith, da Marsh & McLennan, já encaminharam formulário requisitado pelo centro de buscas com dados pessoais e objetos usados por eles, para exames de DNA que permitam o reconhecimento. Mesmo diante desse fato, Flávio Perri disse não poder confirmar oficialmente a morte daquelas pessoas. A confirmação tem implicações jurídicas de direito familiar e seguro, por exemplo, que dependem de validação legal. A nota oficial emitida pela chancelaria brasileira não cita os nomes das cinco pessoas que seriam vítimas do ataque ao WTC. A respeito do gaúcho e do capixaba, o cônsul disse apenas que os dois freqüentavam a área. Um deles costumava viajar constantemente entre o Brasil e Nova York e o outro deveria fazer pagamentos num dos prédios do complexo no dia em que ocorreu o ataque terrorista. Além dos cinco casos tidos ainda pelo consulado como "em processo de busca", há mais 11 em observação. Eles foram incluídos nessa categoria por falta de informações mais completas que permitam a busca daquelas pessoas. Perri diz que nenhuma delas tem relação direta com o World Trade Center. O contato com o consulado em Nova York deve ser feito pelos telefones (1xx) 917-777.7613, 7632, 7671 e 7672, ou pelo website na Internet.

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