Cinco garotos palestinos são mortos em explosão

Uma explosão causou a morte de cinco meninos palestinos que se dirigiam à escola. Segundo a polícia local, os garotos devem ter atingindo, inadvertidamente, uma bomba israelense que não havia sido detonada. Os meninos, com idades ente 7 e 14 anos, foram lançados ao ar e desmembrados pela força da explosão. "Vi partes de pernas voando pelos ares", disse Sufian Abu Jamea, uma garota de 15 anos, que afirmou ter testemunhado a cena de uma distância de 300 metros. Segundo um comandante de segurança palestino, coronel Jaleb Abu Ola, várias testemunhas afirmaram que um dos meninos pisou em um projétil israelense que não havia sido detonado, fazendo-o explodir. Oficiais israelenses, por sua vez, disseram que a explosão pode ter sido causada por dispositivos de manufatura palestina. Logo após a explosão, o ministro da Informação palestino, Yasser Abed Rabbo, pediu aos Estados Unidos para que pressionem o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, para retire suas tropas de terras palestinas. "Não podemos testemunhar uma segurança real enquanto Sharon e seu governo procurarem uma solução militar", afirmou. Dois mediadores americanos - William Burns, do Departamento de Estado, e o general da reserva Anthony Zinni - chegarão à região no início da próxima semana para tentar convencer os dois lados a aceitarem um cessar-fogo. Arieh Mekel, funcionário do Ministério das Relações Exteriores de Israel, disse que, diante da iminente chegada da equipe americana, "não podemos descartar a possibilidade que eles (os palestinos) desejem usar o incidente (com os cinco garotos) como propaganda". A explosão ocorreu ao redor das 7h30 (horário local) no campo de refugiados Jan Younis, no sul da Faixa de Gaza, quando o grupo de meninos se dirigia a uma escola da ONU. Os cinco meninos mortos eram membros do clã Al-Astal, um dos mais numerosos no campo de refugiados. Segundo médicos, entre as vítimas estavam dois irmãos. Também hoje, na Cisjordânia, três palestinos armados jogaram seu jipe contra as portas de uma fábrica israelense e dispararam, ferindo levemente dois trabalhadores. Segundo o proprietário da fábrica, David Yagouri, os atacantes fugiram.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.