Cinco israelenses morrem em queda de helicóptero

A derrubada de um helicóptero do Exército israelense no sul do Líbano causou a morte de cinco militares, enquanto 19 soldados que participavam dos últimos combates com milicianos do Hezbollah morreram e outros 80 ficaram feridos.De acordo com informações das autoridades militares israelenses, as baixas contabilizadas nas últimas 24 horas elevam para mais de 100 o número de militares mortos desde o início do conflito, em 12 de julho.Os cinco ocupantes do helicóptero abatido na noite de sábado por milicianos do Hezbollah foram dados oficialmente como desaparecidos.Aproximadamente 30 mil efetivos participam da ofensiva lançada pelo Exército israelense para alcançar o rio Litani, que fica a cerca de 30 quilômetros da fronteira, antes da entrada em vigor do cessar-fogo, que acontece nesta segunda-feira às 8h no horário de Israel (2h em Brasília).A suspensão dos ataques foi anunciada em Nova York pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, após um acordo com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e seu colega libanês, Fouad Siniora.O acordo para o cessar-fogo contido na resolução 1.701, aprovada na sexta-feira passada pelo Conselho de Segurança da ONU, será submetido à votação hoje na reunião semanal do Conselho de Ministros de Israel, e será aprovado por maioria, segundo fontes governamentais.As forças israelenses seguiam combatendo com a intenção de instalar-se nas margens do rio Litani, medida que visa ampliar o controle no sul do Líbano e destruir a infra-estrutura do Hezbollah antes da retirada.A saída de Israel deverá acontecer assim que os 15 mil efetivos da Força Provisória da ONU para o Líbano (Finul), além de soldados do Exército libanês, chegarem na região.O ministro da Defesa israelense, Amir Peretz, não ordenou os comandantes militares a suspenderem as operações, que prosseguiam na manhã de domingo com intensidade em diversos pontos do sul do Líbano, onde os soldados encontravam uma forte resistência dos milicianos do Partido de Deus.Olmert e o chefe da oposição parlamentar, Benjamin Netanyahu, líder do partido direitista Likud, dirigirão amanhã uma sessão extraordinária do Parlamento (Knesset).Os partidos da direita nacionalista de Israel criticam duramente a resolução da ONU e pedem que o Governo a rejeite.Os principais argumentos da oposição são de que o cessar-fogo não garantirá a devolução dos dois soldados israelenses capturados há 33 dias por milicianos do Hezbollah, o que desencadeou o conflito, assim como o desarmamento da milícia xiita, previsto pela resolução 1.559 da ONU.Por enquanto, é ignorado quando será constituída a nova força da ONU, quais países intervirão em sua formação, e quais serão seus atributos uma vez no terreno.Também não é conhecido o número de soldados libaneses que acompanharão as forças da ONU ao longo da fronteira entre Líbano e Israel.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.