Cinco mesquitas sunitas são atacadas no sul de Bagdá

Atentados são uma retaliação ao atentado contra mesquita xiita em Samarra

Agencia Estado

19 Junho 2007 | 11h05

Cinco mesquitas sunitas foram atacadas e incendiadas no sul de Bagdá nesta quinta-feira, 14. Os ataques parecem ser uma represália depois que supostos militantes da Al-Qaeda explodiram as cúpulas de um santuário xiita em Samarra na quarta-feira. A polícia diz que atiradores não identificados nesta atacaram as mesquitas de al-Mustafa e Huteen na cidade de Iskandariya, 60 quilômetros ao sul da capital, onde a Grande Mesquita Sunita foi destruída na quarta-feira. Segundo os policiais, a mesquita al-Mustafa foi completamente destruída pela explosão de uma bomba no seu interior. A de al-Hudin foi seriamente danificada. Durante a noite, outros dois templos sunitas na mesma cidade também foram atacados. Os atacantes ignoraram o édito islâmico lançado pela maior autoridade xiita do país, o aiatolá Ali Sistani, proibindo os atos de vingança. Em Mahauil, 80 quilômetros ao sul de Bagdá, a mesquita al-Bashir também foi incendiada por desconhecidos, que causaram grandes danos a sua estrutura. Represália Nas ruas de Bagdá, forem registrados tiroteios durante toda a noite. Atiradores tentaram atacar a maior mesquita sunita no centro da cidade, afirmam moradores. Centenas de soldados iraquianos e americanos estão nas ruas de Bagdá e de outras cidades para forçar um toque de recolher. Ele foi imposto na quarta-feira após uma bomba destruir as cúpulas da mesquita al-Askari em Samarra. A explosão do santuário de Samarra, que abriga os túmulos dos imames Ali al-Hadi e Hussein al-Askari, renovou o medo de uma explosão da violência confessional no Iraque Um ataque na mesma mesquita em fevereiro de 2006 desatou uma onda de violência sectária na qual dezenas de milhares de pessoas morreram, colocando o Iraque a beira de uma guerra civil entre a maioria xiita e a minoria de árabes sunitas. O último ataque em Samarra, condenado pelo presidente americano George W. Bush e outro líderes do mundo, trouxe a preocupação de uma violência semelhante a de 2006. Os ataques no sul de Bagdá aconteceram um dia após os comandantes americanos afirmarem que as tropas agiriam para diminuir a violência. A ação envolveria 28 mil soldados extras. A ação americana mira a segurança da capital, para que assim o primeiro-ministro iraquiano possa alcançar os alvos políticos ajustados por Washington para promover a reconciliação nacional. Texto ampliado às 08h10.

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