Cinco morrem no Quênia; oposição promete mais protestos

Mortes elevam para pelo menos 28 número de pessoas mortas nos últimos dias de manifestação

BRYSON HULL, REUTERS

19 de janeiro de 2008 | 16h48

A oposição do Quênia anunciou neste sábado, 20, que vai retomar na semana que vem os protestos por causa da questionada eleição presidencial de 27 de dezembro. Cinco pessoas morreram em violência étnica motivada pelo conflito político, na região do Great Rift Valley.   Veja também: Entenda a crise pós-eleitoral do QuêniaAs mortes elevam para pelo menos 28 o número de pessoas mortas nos últimos dias, em uma combinação de violência étnica e ações da polícia contra manifestações da oposição proibidas pelo governo, que já duram três dias. No último episódio de violência, um grupo de pessoas armadas da etnia Kakenjin atacou um campo de refugiados no vilarejo de Kipkelion, no Rift Valley, situada 180 quilômetros a noroeste de Nairóbi, disse a polícia. Segundo a polícia local, os refugiados foram atacados porque são considerados partidários do presidente Mwai Kibaki, cuja reeleição é contestada pela oposição. Centenas de pessoas se refugiaram nesse campo, localizado perto de um mosteiro, depois de três semanas de ataques na região do Rift Valley contra pessoas vistas como partidários de Kibaki. Na maioria, são da triobo kikuyu, a do presidente, e do grupo étnico kisii. O oposicionista Movimento Democrático Laranja domina o Rift. A maioria dos 250 mil quenianos que fugiram dos confrontos étnicos insuflados pela política vieram do Rift. De acordo com a polícia, 70 por cento dos mais de 650 mortos desde a eleição são dessa região. O comissário de ajuda da União Européia, Louis Michael, que se reuniu com Kibaki e o líder da oposição, Raila Odinga, pediu que as duas partes iniciem conversações para pôr fim ao impasse.

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