Cinco navios naufragam no Mar Negro e no mar de Azov

Ao todo 23 marinheiros estão desaparecidos; tempestade causou vazamento de 2 mil toneladas de combustível

Efe,

12 de novembro de 2007 | 02h00

Uma forte tempestade causou o naufrágio de cinco navios no domingo, 11, no Mar Negro e no Mar de Azov, informaram fontes portuárias russas e ucranianas. 23 marinheiros estão desaparecidos. Além disso, a tempestade causou um vazamento de 2 mil toneladas de combustível derivado do petróleo, segundo as fontes. Do total de desaparecidos, 15 são tripulantes do navio de bandeira georgiana Jodzha Ismail, que transportava ferro-velho e afundou em frente ao porto ucraniano de Sebastopol, no Mar Negro. Ventos de até 100 km/h e ondas de cinco metros transformaram em catástrofe a situação na baía do porto russo de Kavkaz, junto ao estreito de Kerch, que liga o Mar Negro e o Mar de Azov. Segundo as autoridades russas, não foram registradas vítimas fatais entre os tripulantes dos quatro navios que naufragaram nas águas do estreito. No entanto, foi confirmado que há oito desaparecidos. "Por volta de 13h30 (8h30 de Brasília), como resultado da tempestade no estreito de Kerch, quatro navios russos naufragaram", disse o porta-voz do ministério, Viktor Beltsov, citado pela agência oficial russa Itar-Tass. O naufrágio de um deles, o petroleiro Volga-Neft, com 4 mil toneladas de óleo em seus tanques, causou o vazamento de 2 mil toneladas de combustível ao mar. A embarcação se partiu em duas na enseada do porto de Kavkaz por volta de 11h45 de sábado. Cerca de seis horas depois, foi a vez do navio Volnogorsk, que transportava 2 mil toneladas de enxofre. Em seguida, as autoridades portuárias comunicaram o naufrágio do Nakhchivan, que também carregava enxofre, e informaram que a tripulação de um quarto navio, o Kovel, estava tentando impedir que a embarcação afundasse. Segundo o ministério, na região do estreito de Kerch, a tempestade é acompanhada de ventos de mais de 90 km/h e de ondas de até 4,5 metros de altura. O subdiretor do Serviço Federal de Proteção da Natureza da Rússia, Oleg Mitvol, disse neste domingo que serão necessários meses para superar as conseqüências do vazamento de cerca de 2 mil toneladas de óleo no estreito de Kerch. "Estamos diante de uma situação grave de poluição do estreito de Kerch", afirmou Mitvol em entrevista à emissora de televisão estatal russa RTR. Mitvol ressaltou que "os trabalhos para restaurar o estado ecológico do estreito durarão meses". A autoridade russa acrescentou que o mau tempo verificado nos últimos dias dificulta os trabalhos de recolhimento do óleo derramado pelo Volga-Neft. Mitvol disse que, se o combustível atingir o fundo do mar, "a eliminação das seqüelas do vazamento poderia se tornar um problema de muitos anos". O vento sopra em direção à vizinha Ucrânia, por isso é "muito importante coordenar esforços com nossos colegas ucranianos", disse.

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