Cinco presos em protesto pela morte de jovem no Missouri

Cinco pessoas foram presas e dois policiais foram feridos na cidade de Ferguson, no estado americano de Missouri, após protesto pela morte de Michael Brown se intensificarem, informaram autoridades nesta quarta-feira. Ferguson foi cenário de alguns protestos violentos e saques nos dias após o jovem negro de 18 anos ter sido morto com tiros pelo policial branco Darren Wilson, em 9 de agosto.

Estadão Conteúdo

24 de setembro de 2014 | 17h37

O capitão da Patrulha Rodoviária de Missouri, Ron Johnson, afirmou que não ficou claro se um tiro no memorial provisório feito para Brown levou às prisões na noite de terça-feira. Cerca de 150 manifestantes se reuniram no local.

Johnson, que está no comando da segurança de Missouri, afirmou nesta quarta-feira que uma pessoa foi presa por incitar tumulto e outras quatro por se recusarem a dispersar a confusão. Ele disse que dois policiais foram feridos, sendo um por uma pedra atirada no olho. O outro policial teve ferimentos mais leves.

Janelas de uma loja de produtos de beleza na Avenida West Florissant foram quebradas. A maior parte dos furtos no último mês aconteceu nesse local. Johnson afirmou que saqueadores tentaram roubar a caixa registradora da loja. Um pequeno incêndio fora de uma loja parece ter sido causado intencionalmente, de acordo com bombeiros. Segundo Johnson, policiais viram tiros vindos dos manifestantes, mas ninguém foi ferido.

Um dos dois memoriais no local em que Brown foi baleado foi destruído em um incêndio no começo da manhã de terça-feira. A polícia investiga a origem do fogo. O ato renovou a indignação entre os moradores da comunidade de apartamentos onde o jovem negro foi morto.

Diversas pessoas que se reuniram na manifestação na terça-feira culparam a polícia por não agir rápido o suficiente para controlar os tiros. Ainda há indignação quanto a forma como Brow foi morto. Wilson não foi preso e continua recebendo salário. Um júri do estado de Missouri está decidindo se ele irá enfrentar acusações, mas a decisão não deve acontecer antes de meados de outubro. O Departamento de Justiça também está envolvido nas investigações. Fonte: Associated Press.

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