Rob Griffith / AP
Rob Griffith / AP

Cinco reféns deixam café em Sydney; polícia fala com sequestrador

Suspeito mantém reféns no local, que fica no distrito financeiro da maior cidade australiana; governo trata o episódio como terrorismo

O Estado de S. Paulo

15 de dezembro de 2014 | 07h47


SYDNEY - Ao menos cinco pessoas conseguiram fugir de uma cafeteria no centro de Sydney, a maior cidade da Austrália, na madrugada desta segunda-feira, 15, em meio a um cerco que já dura mais de dez horas. Um homem armado mantém reféns no local, mas não se sabe ao certo o número exato deles. O governo australiano trata o episódio como um ataque terrorista. Uma bandeira com dizeres islâmicos foi exibida na janela do café.

No começo da manhã, a polícia conseguiu entrar em contato com o sequestrador. "Queremos resolver esta situação de forma pacífica. Pode ser que leve tempo mas esta é nossa intenção", disse Burn.

Os reféns que conseguiram escapar deixaram o Café Lindt em dois grupos, de três e duas pessoas. "Podemos confirmar que três pessoas saíram do local", assinalou Catherine Burn, vice-delegada da Polícia australiana.

Não está claro se as pessoas escaparam ou foram libertadas pelo sequestrador, enquanto as autoridades assinalaram que a prioridade é provar que estão bem para depois proceder ao interrogatório sobre a situação dentro do estabelecimento.

"Dois saíram pela porta dianteira da cafeteria Lindt. Um pela porta de incêndio. Eles tinham as mãos para o alto. Parecem estar seguros", publicou a repórter Lucy Carter da emissora local "ABC" em mensagem no Twitter.

Quase uma hora depois, as redes de televisão transmitiram imagens de outras duas mulheres que saíram correndo do local. "Outras dois reféns libertados enquanto a Polícia nos movimenta. O total de libertados é cinco agora", disse Carter.

Cerco. Policiais e agentes paramilitares isolaram vários quarteirões no entorno do café, à medida que negociadores tentavam resolver um dos maiores pânicos de segurança na Austrália em décadas. Atiradores de elite e equipes especiais tomaram posições ao redor do café, e helicópteros da polícia sobrevoavam o local.

Cerca de 15 reféns ainda podem estar no interior do café, de acordo com Chris Reason, repórter do Channel Seven, cujo escritório fica em frente ao café.

"De dentro da redação de Martin Place nós podemos ver um homem armado rodando os reféns, os forçando contra as janelas", disse Reason no Twitter.

O primeiro-ministro Tony Abbott, que for a alertado sobre possíveis planos de militantes de atacar a Austrália, disse que há indicações de que o sequestro tinha motivação política./ EFE e REUTERS

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