Cineasta britânico foi morto por soldado israelense

James Miller, de 34 anos, levou um tiro no pescoço na cidade de Rafah, na fronteira com o Egito, em maio de 2003, enquanto filmava um documentário sobre o impacto da violência nas crianças da região. Miller e sua equipe receberam tiros no momento em que saiam de uma casa palestina. Na época do assassinato, Rafah enfrentava uma onda de violência diária, na qual as tropas israelenses abriam fogo contra os palestinos, freqüentemente enquanto patrulhavam a área. Depois que o veredicto foi lido pela corte britânica, a família de Miller disse que irá continuar pressionando para que se abra um processo criminal contra membros do exército israelense. A porta-voz da embaixada de Israel em Londres disse que lamenta a morte de Miller, mas que após uma extensa investigação não foi encontrado nenhuma prova para iniciar um processo criminal. Louise Christian, a advogada da família, disse que o tiro foi um "crime de guerra" que vai contra a Convenção de Genebra, e declarou que o governo britânico deve exigir procedimentos legais contra os responsáveis pelo crime. Segundo o detetive-inspetor Robert Anderson, "Israel não tem cooperado com a Polícia Metropolitana e não nos autorizaram entrevistar soldados e testemunhas´, Anderson disse que não existem provas de que Miller, pai de duas crianças, confrontou o exército israelense na hora do ataque ou de que palestinos atiraram na posição em que estavam os soldados israelenses.

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