Cinegrafista e técnico da CBS morrem em explosão em Bagdá

Insurgentes iraquianos promoveram nesta segunda-feira uma onda de atentados com carros-bomba e outros tipos de ataque tanto nas regiões xiitas como sunitas do Iraque, causando a morte de cerca de 50 pessoas, incluindo dois membros da equipe da TV americana CBS. O cinegrafista Paul Douglas, de 48 anos e operador de som James Brolan, de 42 anos, ambos britânicos, morreram quando um carro-bomba explodiu na passagem do comboio militar que eles acompanhavam, no centro de Bagdá. Douglas havia trabalhado para os serviços informativos da CBS no Afeganistão, Paquistão, Ruanda e Bósnia, enquanto Brolan colaborava com a emissora em Bagdá e no Afeganistão desde o ano passado. Um soldado americano e um trabalhador iraquiano não identificados também morreram nesse ataque, que deixou em estado crítico a correspondente da CBS, a jornalista Kimberley Dozier.Kimberly, de 39 anos, foi submetida a uma operação em um hospital militar americano. Ela estava há quase três anos no Iraque. A emissora acrescentou que os médicos estão "cautelosamente otimistas sobre sua evolução", ainda que ela esteja em estado crítico.Antes de sua chegada ao Iraque, Kimberly trabalhou como correspondente-chefe da rede de televisão WCBS-TV, de Nova York, em Jerusalém.O chefe de reportagem do departamento de jornalismo da emissora americana, Sean McManus, disse nesta segunda-feira que a morte do cinegrafista e do técnico de som é uma "perda devastadora". McManus fez estas declarações depois que a CBS informou sob a condição dos britânicos. "Kimberley, Paul e James eram veteranos na cobertura de guerras e demonstraram sua valentia e dedicação a cada dia. Sempre se apresentavam como voluntários para cobertura perigosas e eram inestimáveis na hora de informar ao publico americano sobre o conflito", afirmou McManus.Com as mortes desta segunda-feira, desde o início da invasão do Iraque, em março de 2003, 69 jornalistas morreram no país em ataques ou situações de combate. Desse total, 50 eram iraquianos, mortos em explosões de bombas ou ataques de franco-atiradores.Em janeiro, o correspondente da rede de televisão americana ABC no Iraque, Bob Woodruff, também ficou gravemente ferido enquanto informava sobre o conflito, mas agora se encontra em processo de recuperação.Woodruff e seu cinegrafista Doug Vogt, que também foi ferido, estavam em um veículo do Exército iraquiano e filmavam uma matéria sobre a guerra a partir da perspectiva iraquiana.

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