Cinegrafista iraniano fica em NY

Integrante de comitiva de Ahmadinejad na ONU decide não voltar para Teerã e pede asilo aos EUA

O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2012 | 03h06

Um dos cinegrafistas iranianos que estava na comitiva do presidente Mahmoud Ahmadinejad durante a visita dele aos Estados Unidos para a Assembleia-Geral das Nações Unidas decidiu não voltar para Teerã e pediu asilo político para as autoridades americanas.

Hassan Golkanbhan já tem até advogado. Ele será representado por Paul O'Dwyer, que preferiu não divulgar mais detalhes do caso do cliente. Como já deu entrada aos documentos, o cinegrafista poderá permanecer nos EUA até a sua situação ser definida.

Não será nada fácil, porém, para Golkanbhan conseguir o asilo. Seria aberto um precedente para milhares de iranianos viajarem aos EUA e pedirem o mesmo. Além disso, o cinegrafista terá dificuldade de provar que era perseguido no Irã, uma vez que integrava a comitiva presidencial, sem ter nenhuma relação clara com a oposição.

O governo americano costuma aprovar casos de asilo apenas para iranianos claramente com uma história de ativistas e que comprovem terem sido perseguidos.

Somente os cubanos possuem a garantia de, uma vez pisando em terra firme, terem o direito de permanecer nos EUA.

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