08.09.2015
08.09.2015

Cinegrafista que agrediu refugiado sírio quer processar Facebook

Segundo Petra Laszlo, a rede social se recusou a remover grupos que a ameaçavam, mas deletou os que eram favoráveis a ela

O Estado de S. Paulo

21 Outubro 2015 | 14h53

MOSCOU - A cinegrafista húngara Petra Laszlo, que agrediu um refugiado sírio em setembro na fronteira da Hungria com a Sérvia, e foi despedida após o vídeo de sua ação ser divulgado na internet, disse que planeja processar o Facebook e o imigrante agredido.

Petra disse que seu julgamento, no qual está sendo acusada de vandalismo, é longo e ela tem a intenção de dar início a dois processos, segundo uma entrevista ao jornal russo Izvestia

A cinegrafista alega que o Facebook se recusou a remover os grupos que fizeram ameaças a ela e deletou os grupos que a apoiavam. Segundo Petra, alguns deles chegaram a oferecer US$ 20 mil dólares para quem a matasse.

Petra ainda garantiu que também processará o imigrante sírio Osama Abdul Mohsen, um dos refugiados agredidos por ela. “Ele modificou o testemunho. A princípio, acusou um policial. Meu marido quer mostrar minha inocência. Agora se tornou uma questão de honra”, destacou.

Alguns dias após o incidente na fronteira, ela se desculpou e disse que seu comportamento foi uma reação ao pânico que sentiu no momento da confusão. Petra ainda afirmou que quer se mudar com sua família para a Rússia pois se sente ameaçada na Hungria.

“Consideramos a Rússia e estamos pensando em começar a aprender russo”, disse a cinegrafista. “Para nós é importante sair da Hungria. Decidiremos isso depois do julgamento.”

Petra explicou que, segundo a lei, a pena máxima por vandalismo na Hungria é de três anos. “Meu advogado disse que pode conseguir para mim um ano e meio de condicional.” /EFE

Mais conteúdo sobre:
processo refugiados imigração Facebook

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.