Edgar Su/Reuters
Edgar Su/Reuters

Cingapura aprova vacina da Pfizer e espera primeiras doses ainda em 2020

Primeiro-ministro afirma que o país reservou cerca de US$ 750 milhões para vacinas; governo planeja contar com doses suficientes para toda sua população até o terceiro trimestre de 2021

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2020 | 13h53

CINGAPURA - Cingapura aprovou nesta segunda-feira, 14, o uso da vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Pfizer/BioNTech, e espera receber as primeiras doses ainda este ano. De acordo com o primeiro-ministro Lee Hsien Loong, outras vacinas devem chegar nos próximos meses à cidade-Estado de 5,7 milhões de habitantes. 

O governo planeja contar com doses suficientes para toda sua população até o terceiro trimestre de 2021. Enquanto isso, o país vai reduzir as restrições para conter a disseminação do vírus em 28 de dezembro, ampliando de cinco para oito o número de pessoas com permissão para se reunir.

Cingapura reservou cerca de US$ 750 milhões para vacinas, disse Lee em discurso. Ele afirmou ainda que o governo fez "várias apostas" assinando acordos de compra antecipada com diversas fabricantes, incluindo a Moderna e a Sinovac Biotech.

Cingapura será um dos primeiros países a obter a vacina Pfizer-BioNTech. O medicamento já foi aprovado no Reino Unido e no Canadá e recentemente ganhou autorização de emergência nos EUA, que deram início hoje à vacinação da população

A prioridade será dada àqueles que estão em maior risco: profissionais de saúde e pessoal da linha de frente e idosos. A vacinação será voluntária e gratuita. Cerca de um terço dos cerca de 300 mil trabalhadores migrantes em Cingapura, responsáveis ​​pela grande maioria das infecções no país, não foram expostos ao vírus e também podem ser vacinados mais tarde. 

O regime de vacinação apresentado pela Pfizer-BioNTech requer duas doses da vacina a serem administradas com 21 dias de intervalo, em indivíduos com 16 anos ou mais, de acordo com um comunicado da Autoridade de Ciências da Saúde. Mulheres grávidas, pessoas imunocomprometidas e menores de 16 anos não devem receber esta vacina, pois os dados de segurança e eficácia para essas pessoas ainda não estão disponíveis. / The Washington Post

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