Cingapura inaugura seu primeiro cassino

Empreendimento multimilionário faz parte de um plano para transformar a indústria turística local

EFE,

14 de fevereiro de 2010 | 08h10

Cingapura inaugurou neste sábado, 13, seu primeiro cassino, situado na ilha artificial de Sentosa, que faz parte de um plano multimilionário para transformar a indústria turística da cidade-Estado asiática.

 

Às 12h18 locais (2h18 de Brasília), uma mulher foi a primeira pessoa a entrar no complexo, que abriu suas portas a esta hora exata do primeiro dia do Ano do Tigre no calendário lunar chinês por superstição. Pronunciados de forma seguida, os números 12 e 18 soam de forma muito similar à palavra "prosperidade" em mandarim.

 

Depois da mulher, cerca de 200 turistas entraram no moderno salão de jogos do Resorts World Sentosa, propriedade do conglomerado malaio Genting, que investiu US$ 4,4 bilhões no enorme recinto de 49 hectares, que conta com quatro hotéis de cinco estrelas.

 

O complexo também vai ter, em breve, o primeiro parque temático da Universal Studios no Sudeste Asiático, que esta noite abrirá suas portas a um seleto grupo de cingapurianos como "aperitivo".

 

O empreendimento terá concorrência em breve. A empresa americana Las Vegas Sands deve inaugurar em abril o Marina Bay Sands, que custou US$ 5,5 bilhões e será o segundo cassino da cidade-estado.

 

As autoridades de Cingapura esperam que os dois centros de lazer ajudem o país a conseguir seu objetivo de atrair antes de 2015 cerca de 17 milhões de turistas anuais, que gerarão receitas superiores a US$ 21 bilhões.

 

O Governo cingapuriano quer impulsionar o setor turístico para deixar de depender tanto dos serviços e das manufaturas, tradicionais motores da economia. Espera-se que os cassinos aumentem em 1% o Produto Interno Bruto (PIB) e gerem até 35 mil novos postos de trabalho.

 

No entanto, alguns cingapurianos rejeitam a liberação do jogo, pois põe em perigo os valores morais paternalistas da conservadora sociedade, e poderia transformar o pequeno país em um centro de lavagem de dinheiro. Como "garantia social", cada cingapuriano terá pagar US$ 70 por dia para entrar aos cassinos.

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