Cingapura lamenta decisão de Mianmar contra representante da ONU

A Junta Militar de Mianmar suspendeu a representação do chefe do escritório da ONU no País

EFE,

03 de novembro de 2007 | 03h57

Cingapura, que preside a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), anunciou neste sábado, 3, a sua "profunda decepção" com a decisão da Junta Militar de Mianmar de suspender a representação de Charles Petrie, o chefe do escritório da ONU no País. "O anúncio chega no momento menos oportuno, pouco antes da chegada de Ibrahim Gambari, enviado especial da ONU para Mianmar", diz o comunicado do Governo cingapuriano. Além disso, a decisão foi vista como uma mostra de falta de vontade da Junta Militar de colaborar na melhora da situação política e social do país. A ONU anunciou na sexta-feira que o regime militar tinha convocado Petrie para pedir explicações sobre um comunicado de 24 de outubro, que "danificava a imagem" da nação. Petrie e Gambari deveriam se reunir em Mianmar neste sábado, data prevista para a chegada do enviado especial. Os dois coordenariam o plano elaborado pela ONU de estabelecer um diálogo entre a Junta Militar e a oposição, iniciando assim um processo democrático, que incluiria a libertação dos detidos durante os protestos de setembro. A Asean, que tem por norma não interferir nos assuntos internos de seus países-membros, expressou seu apoio à missão de Gambari e estudará seus resultados na sua próxima Cúpula de Chefes de Estado. A organização é formada por Brunei, Filipinas, Indonésia, Malásia, Tailândia, Cingapura, Mianmar, Camboja, Laos e Vietnã.

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