Cingapura mata gatos de rua para conter Sars

O governo de Cingapura está matando os gatos que vivem nas ruas do país como parte de uma campanha que promove em razão da epidemia de sindromerespiratória aguda severa (Sars), a pneumonia atípica. Pesquisadores de Hong Kong anunciaram na sexta-feira que um pequeno mamífero, o gato almiscareiro, pode ter transmitido a Sars para os seres humanos. No sul da China, local em que foi detectado o vírus pela primeira vez, o gato almiscareiro é considerado um prato sofisticado. No entanto, os gatos mortos em Cingapura são domésticos, que vivem nas ruas.As autoridades estimam que mais de 80 mil gatos estejamnas ruas de Cingapura. Nos primeiros dois dias de campanha, 55gatos foram sacrificados. Grupos ligados à defesa dos animaispediram às autoridades que reconsiderem a campanha contra osfelinos. A doença causou até agora 31 mortes no país e 206pessoas foram infectadas.Já em Hong Kong, a administração local disse que nasúltimas 24 horas não foi registrado um só caso novo deSars. É a primeira vez que isto ocorre desde o final de março,quando os casos da doença passaram a ser contabilizadosdiariamente. Até agora, 262 morreram da enfermidade causada pelocoronavírus e 1724 pessoas foram infectadas.Alguns funcionários e jornais locais se mostrarameufóricos neste sábado após a OMS levantar a recomendação desuspender as viagens para o território autônomo da China.Na China continental, autoridades relataram mais cincomortes e 34 novos casos de infectados. E em Toronto, no Canadá,administradores sanitários disseram que um aparente caso de Sarsque não foi diagnosticado em um hospital teria infectado nofinal de abril trabalhadores da saúde e outros pacientes e seusfamiliares. De imediato, o governo local impôs restriçõesespeciais para o atendimento de emergência na cidade canadense eaconselhou centenas de pessoas a permanecerem de quarentena pordez dias.

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