Cingapura: premiê diz que convocará eleições em breve e pede voto de eleitores

O primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong, disse que pretende convocar eleições gerais em breve e pediu aos eleitores para reeleger a ele e a seu partido.

Estadão Conteúdo

23 de agosto de 2015 | 15h25

"Cingapura está em um ponto de mudança. Acabamos de completar 50 anos de sucesso. Agora estamos começando nossos próximos 50 anos de nacionalidade. Em breve convocarei eleições para pedir o seu mandato para assumir Cingapura nesta próxima fase da nossa construção da nação", disse Lee domingo em discurso televisionado, duas semanas após a cidade-Estado comemorar seu 50º ano de independência.

O Partido de Ação Popular (PAP) do premiê Lee tem governado ininterruptamente Cingapura nos últimos 50 anos, mas está lutando para manter sua popularidade com uma desaceleração econômica e o crescimento entre a população de preocupações sobre a superlotação.

Em 2011, o PAP ganhou 81 dos 87 assentos parlamentares, mas recebeu a menor quantidade de votos desde que Cingapura se tornou uma nação - 60,1% em comparação com quase 67% em 2006.

Uma eleição geral deve ser convocada em Cingapura antes do final de Janeiro de 2017, mas é amplamente esperado que aconteça logo em meados de setembro deste ano. Lee e o PPA provavelmente esperam capitalizar sobre um forte senso de orgulho nacional gerado pelas celebrações de aniversário. A população se mobilizou neste ano para prestar suas últimas homenagens ao ex-primeiro-ministro Lee Kuan Yew, que morreu em março. O falecido Lee era o pai do atual primeiro-ministro e foi visto por muitos como fundador da Cingapura moderna.

Em um amplo discurso que abordou tanto política externa quanto interna, o primeiro-ministro Lee advertiu que Cingapura poderá se tornar um "país comum" se não manter a boa governança, e poderia facilmente sofrer de governo e economia fracos, entre outros problemas. Ele disse que esta eleição seria mais sobre a definição de uma liderança a longo prazo que sobre a formação de um próximo governo. Fonte: Dow Jones Newswires.

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