Wallace Woon/EFE/EPA
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Cingapurenses podem ser presos se violarem distância estabelecida contra covid-19

Cidade-estado instituiu novas medidas para combater o vírus, como o fechamento de bares e cinemas e a proibição de eventos que reúnem um grande número de pessoas

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2020 | 04h06

Os cidadãos de Cingapura podem ser presos por até seis meses se permanecerem intencionalmente perto de outra pessoa em filas ou locais públicos, de acordo com as novas regras anunciadas pelas autoridades de saúde, nesta sexta-feira, 27, para impedir a propagação do novo coronavírus.

A cidade-estado introduziu novas medidas para combater o vírus, como o fechamento de bares e cinemas e a proibição de eventos que reúnem um grande número de pessoas. As reuniões fora do trabalho e da escola também serão restritas a menos de 10 integrantes. 

De acordo com o Ministério da Saúde, trata-se de garantir o "distanciamento social", uma abordagem aplicada em todo o mundo para impedir a propagação da doença.

Aqueles que violarem as regras enfrentam uma pena de prisão de até seis meses e uma multa de até 10 mil dólares cingapurenses (7 mil dólares americanos).

Os donos de estabelecimentos também devem respeitar as normas, como colocar assentos a pelo menos um metro de distância e garantir que as pessoas mantenham distância quando estiverem na fila. Eles enfrentarão a mesma penalidade se violarem as regras.

Cingapura, conhecida por ter uma baixa taxa de criminalidade e um conceito muito estrito de lei e ordem, introduziu restrições após um aumento de infecções "importadas" do exterior. A cidade-estado registrou 683 infecções por coronavírus e duas mortes.

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