Cinqüenta seqüestrados em firma de segurança no Iraque

Homens armados e vestidos com uniformes camuflados invadiram os escritórios de uma empresa de segurança iraquiana, nesta quarta-feira, e seqüestraram cerca de 50 funcionários. Os homens não identificados entraram na empresa al-Rawafid Security Co. por volta das 4 horas da manhã, horário local, e forçaram os trabalhadores a embarcar em sete veículos, afirmou o funcionário do Ministério do Interior, Falah al-Mohammedawi. A empresa fica em uma região em que vivem xiitas e sunitas, no bairro de Zayouna, em Bagdá, e é uma das dezenas de contratadas para fornecer proteção a estabelecimentos comerciais e outros clientes em meio a um país tomado pela violência. Entre os funcionários capturados estavam vários ex-membros das forças de segurança de Saddam Hussein. A ação aconteceu depois que patrulhas americanas e iraquianas encontraram 24 corpos em várias partes da capital, segundo informe da polícia local. Uma patrulha americana encontrou 18 corpos, todos homens, em um microônibus abandonado na noite de terça-feira, em uma estrada entre dois bairros de maioria sunita na região oeste de Bagdá. Os seis corpos restantes foram descartados em outras partes da cidade e encontrados pela polícia. Quatro deles foram mortos por estrangulamento e os outros dois por armas de fogo. Estabilização Política A inabilidade dos políticos iraquianos em chegar a um acordo para a formação da base do governo, após as eleições parlamentares em dezembro, ameaça destruir as esperanças americanas de começar a retirada de tropas do país. Washington acredita que uma unidade governamental inspiraria lealdade suficiente entre as partes envolvidas no conflito para que a insurgência fosse controlada. O primeiro-ministro iraquiano, Ibrahim al-Jaafari, declarou, na terça-feira, que não aceitaria "chantagem" para abandonar a campanha para seu segundo mandato, apesar da oposição sunita, curda e de alguns líderes xiitas. A Aliança Unida Xiita do Iraque, o maior bloco de legisladores, pediu na terça-feira ao presidente Presidente Jalal Talabani que adiasse a convocação da sessão do Parlamento até que a disputa seja resolvida. Para convocar a sessão, Talabani precisa da aprovação de seus dois vice-presidentes, o xiita Abdil Abdul-Mahdi e o sunita Ghazi al-Yawer. Abdul-Mahdi, principal rival de al-Jaafari, negou-se a concordar por enquanto. Representantes dos principais partidos políticos planejam se encontrar com Talabani na quinta-feira para decidir a nova data para a reunião do Parlamento.

Agencia Estado,

08 Março 2006 | 14h35

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