Cinzas de vulcão islandês cancelam 250 voos na Europa

A agência que gerencia o tráfego aéreo na Europa, Eurocontrol, informou hoje que cerca de 250 voos foram cancelados por causa das cinzas que partiram de um vulcão na Islândia. Existe o temor de que as dificuldades no setor de aviação se disseminem pelo continente. Kyla Evans, porta-voz da Eurocontrol, disse que hoje podem ser cancelados até 500 voos, segundo o jornal The New York Times.

AE, Agência Estado

24 de maio de 2011 | 08h57

"Cerca de 250 voos já foram cancelados, a maioria na Escócia", disse Evans. "Nós esperamos que até 500 voos sejam cancelados hoje. No entanto, isso vai depender muito de como a nuvem de cinzas vai se mover." Há um temor de que as cinzas vulcânicas possam afetar os motores das aeronaves.

Meteorologistas do Volcanic Ash Advisory Center, em Londres, alegaram novamente hoje que há um risco de que algumas colunas de cinzas possam chegar a partes do norte da Europa nas próximas 48 horas. A Islândia e a Escócia já são afetadas. Parte do espaço aéreo da Dinamarca foi fechada no começo do dia, informou a agência local de controle aéreo, Naviair.

"No momento, apenas uma pequena área perto da costa no Mar do Norte é afetada pelo fechamento do espaço aéreo e apenas a uma altitude de seis quilômetros", explicou uma porta-voz da Naviair, Camilla Hegnsborg. Segundo ela, as aeronaves podem voar acima da área afetada, portanto, até o momento, a medida não traz consequências para os passageiros. Porém a Naviair não descarta mais restrições ao longo do dia, caso as cinzas se espalhem pelo espaço aéreo escandinavo.

Os principais aeroportos internacionais da Escócia, em Glasgow e Edimburgo, afirmaram que previam problemas para hoje. Os cancelamentos atingiam também Newcastle, no norte da Inglaterra. Os serviços da British Airways para Glasgow, Edimburgo e Aberdeen vão ficar cancelados até mais tarde nesta terça-feira, informou um porta-voz da companhia. O tráfego sobre o Atlântico continua, mas com atrasos de até meia hora, pois as rotas das aeronaves foram revistas para evitar áreas afetadas, informou o porta-voz.

Em Dublin, a Ryanair, empresa sediada na Irlanda que criticou bastante o modo como se lidou com a cinza vulcânica vinda da Islândia no ano passado, pediu hoje que os controladores de tráfego aéreo reabram o espaço aéreo da Escócia. A empresa afirmou que realizou um voo de uma hora de verificação no espaço aéreo escocês, sem registrar problemas nem quantidades visíveis de cinzas vulcânicas. Já a concorrente Aer Lingus afirmou que consultou as empresas que constroem seus motores e tomou a decisão de não voar no espaço aéreo irlandês.

O vulcão islandês Grimsvotn entrou em erupção no sábado, enviando colunas de cinzas a até 17 quilômetros de altitude. No ano passado, a erupção de outro vulcão na Islândia, o Eyjafjallajokull, causou problemas para o tráfego aéreo em boa parte da Europa. Dezenas de milhares de voos foram cancelados e os planos de viagem de milhões de pessoas foram atrapalhados. As companhias aéreas perderam milhões de euros, pois não conseguiam voar e ainda precisavam prestar assistência a milhares de passageiros presos no meio de suas viagens. As informações são da Dow Jones.

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