Cinzas vulcânicas obrigam Obama a antecipar viagem

Air Force One partirá de Dublin para Londres nesta segunda-feira, um dia antes do planejado

AE, Agência Estado

23 de maio de 2011 | 15h26

Montagem mostra fumaça do vulcão Grimsvotn se dissipando sobre a Islândia (foto: Reuters)

 

DUBLIN - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai deixar a Irlanda em direção à Grã-Bretanha na noite desta segunda-feira, 22, um dia antes do planejado, devido aos temores relacionados às cinzas vulcânicas liberadas pelo vulcão islandês Grimsvotn, disse um funcionário da Casa Branca.

 

Veja também:

linkCinza vulcânica pode afetar tráfego aéreo do Reino Unido

linkObama inicia giro pela Europa com visita a vila de ancestral na Irlanda

 

"Por causa da mudança recente da trajetória da nuvem de cinza vulcânica, o Air Force One vai partir da Irlanda para Londres esta noite (segunda-feira). A programação de amanhã (terça) vai continuar como planejada", afirmou.

 

Obama chegou hoje à Irlanda para uma visita não oficial, no início de um giro do líder por alguns países europeus. Ele fez uma visita de helicóptero a Moneygall, pequena cidade no condado de Offaly, de onde seu distante ancestral pelo lado materno Falmouth Kearney partiu para os EUA, em 1850.

 

Em uma atmosfera calorosa, o presidente e a primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, apertaram as mãos e abraçaram grande parte dos habitantes da cidade de 300 pessoas.

 

O presidente americano visitou a casa modesta da vila onde seu ancestral viveu e foi recebido por moradores locais e autoridades no pub da cidade, onde bebeu cerveja preta. Obama é o primeiro presidente dos EUA a ter ascendência irlandesa desde o presidente John Kennedy, que fez uma visita ao país no início dos anos 1960.

 

No final da tarde, o presidente dos Estados Unidos deve fazer um discurso no centro de Dublin para milhares de pessoas, que já formam filas apesar da forte chuva para ver o líder norte-americano. Embora o principal motivo da visita tenha sido informal, Obama conversou de manhã com o primeiro-ministro irlandês, Enda Kenny, sobre a iniciativa do governo local para garantir um melhor acordo de ajuda da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Sofrendo com uma profunda crise bancária, a Irlanda se viu forçada a aceitar um pacote de ajuda da UE e do FMI em novembro passado.

 

Analistas dizem que a visita de Obama à Irlanda foi deliberadamente informal, mas que os políticos irlandeses usaram o evento para fortalecer seus laços internacionais, uma vez que a Irlanda luta contra uma dura crise da dívida que envolveu não só o país, mas também a Grécia, Portugal e outras nações da zona do euro.

 

"O governo irlandês está pressionando os EUA para que não só apenas os europeus tenham uma visão sobre a crise da dívida europeia", afirmou Philip Lane, professor de macroeconomia internacional da Faculdade de Trinity, em Dublin.

 

"É interesse da Irlanda ter um engajamento bilateral direto com o presidente dos EUA nesse assunto". O FMI disse na sexta-feira que a UE precisa de um novo "plano abrangente" para resolver a crise da dívida. Na viagem, Obama passará ainda por Reino Unido, França e Polônia.

 

As informações são da Dow Jones

Tudo o que sabemos sobre:
EUAObamaEuropavisitavulcão

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.