Cirurgia de Cristina, hoje, deixa política do país em suspenso

Presidente argentina deve ficar 20 dias afastada após cirurgia para retirada de tumor na glândula tireoide

ARIEL PALACIOS, CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

04 de janeiro de 2012 | 03h03

A presidente argentina, Cristina Kirchner, será operada hoje de um tumor na tireoide no Hospital Austral, na cidade de Pilar, na zona noroeste da Grande Buenos Aires, onde dezenas de apoiadores fazem vigília. A operação - que consiste na remoção de um carcinoma papilar no lóbulo direito dessa glândula - deve durar de uma hora e meia a três horas.

Apesar da ausência de metástase, segundo explicaram os porta-vozes presidenciais, e das perspectivas otimistas dos médicos, segundo os quais o tumor tem de 90% a 95% chances de cura, há desconcerto entre os aliados do governo, pois as decisões políticas estão centralizadas na presidente.

Cristina não faz reuniões de gabinete. Prefere se reunir separadamente com cada um de seus ministros. Essa missão de coordenação unilateral caberá ao vice-presidente, Amado Boudou, que a partir de hoje será o presidente interino do país durante os 20 dias que Cristina terá de afastamento segundo previsão inicial dos médicos (alguns especialistas afirmam que a licença poderia passar dos 40 dias).

A doença da presidente levou a uma trégua com diversos setores que estavam confronto com Cristina. A oposição manteve silêncio nos últimos dias e sinais de apaziguamento também vieram da Confederação-Geral do Trabalho. A maior central sindical do país, tradicionalmente peronista, que nos últimos meses passou de aliada a crítica, deixou de lado as reclamações salariais que estava fazendo.

Mais informações na pág. B8

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