Cisjordânia:Netanyahu promete avanço em assentamento

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu hoje avançar com a construção de um novo assentamento judeu em uma parte estratégica da Cisjordânia, horas depois que as tropas israelenses retiraram à força dezenas de ativistas palestinos da área.

AE, Agência Estado

13 de janeiro de 2013 | 11h48

Os ativistas montaram mais de duas dúzias de barracas no local na sexta-feira, reivindicando as terras e chamando atenção para a política internacionalmente desaprovada de assentamentos de Israel.

Antes do amanhecer, centenas de soldados israelenses removeram os manifestantes à força, batendo em alguns deles, segundo os ativistas. Apesar da expulsão, Mustafa Barghouti, um dos líderes do protesto, afirmou que a iniciativa foi um sucesso e a estratégia geral é dificultar a ocupação por parte de Israel.

O assentamento planejado, conhecido como E-1, acentuará a separação do leste de Jerusalém da Cisjordânia, uma área de conflito que os palestinos querem para a construção do Estado. O projeto estava há anos em espera, em parte por causa das objeções dos Estados Unidos.

O premiê israelense reativou o plano E-1 no fim do ano passado, em resposta ao pedido feito à Organização das Nações Unidas (ONU) de reconhecimento do Estado Palestino na Cisjordânia, na Faixa de Gaza e no leste de Jerusalém - territórios que Israel capturou na guerra de 1967.

Os assentamentos judeus estão no coração do atual impasse de quatro anos dos esforços para um acordo de paz no Oriente Médio. Os palestinos se recusaram a negociar, enquanto os israelenses continuam construindo assentamentos em terras reivindicadas para a construção do Estado Palestino.

Netanyahu afirma que as negociações de paz devem começar sem precondições. Ele também rejeita qualquer divisão de Jerusalém. Israel expandiu as fronteiras do leste de Jerusalém depois da guerra de 1967 e anexou a área ao seu território - uma iniciativa não reconhecida pela comunidade internacional. Desde então, os israelenses construíram um anel de assentamentos para consolidar o controle da cidade. As informações são da Associated Press.

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