Civis armados levaram à tragédia de Beslan, diz negociador

A invasão da escola de Beslan, na república russa da Ossétia do Norte, onde mais de 300 reféns (em sua maioria crianças) morreram sob as bombas e tiros de terroristas, teve como estopim a ação de civis armados. Foi o que garantiu hoje Ruslan Auchev, uma das autoridades que negociou com os seqüestradores. "Tudo deu errado por causa os disparos de um bando de civis estúpidos", acusou. "Quando houve as explosões, e as crianças começaram a correr, chamamos o comando (russo) e pedimos que eles acabassem com os disparos. Eles então nos responderam: ´Nós paramos, vocês é que continuam atirando´. O problema é que havia uma terceira força, composta por milícias populares, que decidiu agir por conta própria", afirmou Auchev. De acordo com o negociador, foi neste momento que, pensando haver uma ofensiva dos policiais russos, os seqüestradores detonaram o restante dos explosivos instalados na escola. "Naquele momento, um dos grupos (terroristas) telefonou para o outro: ´Começou o assalto. Vamos explodir tudo", afirmou Auchev.O governo russo confirmou que os seqüestradores foram dirigidos em sua ação pelo checheno Shamil Basáyev, tido pela Rússia como inimigo número 1.

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