Civis estão sendo mortos no leste do Congo, diz ONG

Com o Exército congolês ocupado lutando contra um grande grupo rebelde, novas milícias apareceram e as antigas reorganizaram-se, matando centenas de civis indefesos no leste do país, disse a ONG humanitária internacional Oxfam. "Grandes porções do leste caíram no caos, sem governo e segurança", disse Elodie Martel, diretor da Oxfam no Congo.

AE, Agência Estado

07 de agosto de 2012 | 08h57

Os rebeldes lutam pelo controle das áreas ricas em minerais. Mais de 280 mil pessoas deixaram suas casas desde que soldados amotinados lançaram a rebelião chamada M23 em abril. Enquanto os 150 mil homens do Exército congolês, com ajuda de 20 mil forças de paz da ONU, enfrentam o M23 no norte da província de Kivu, "centenas de pessoas foram mortas em ataques no sul de Kivu, casas incendiadas e pessoas sequestradas", afirmou a Oxfam em comunicado, acrescentando que o recrutamento de crianças é comum, bem como o trabalho forçado.

Os combates espalharam-se para aldeias e cidades, em lutas pelo controle das minas. As crianças em acampamentos de refugiados sofrem com doenças respiratórias e cólera. O Congo foi palco de seguidas guerras civis que atraíram forças de diversas nações vizinhas, ávidas pelo controle dos vastos recursos minerais. Um acordo de paz foi assinado em 2002, encerrando o conflito que matou cerca de 5 milhões de pessoas. As informações são da Associated Press.

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