Civis fogem de Sirte devido a medo a falta de alimentos

Governo rebelde da Líbia prepara nova investida para controlar cidade natal de Muamar Kadafi

Agência Estado

26 Setembro 2011 | 12h39

SIRTE - Centenas de civis fugiram nesta segunda-feira, 26, de Sirte, a cidade natal do ditador líbio, Muamar Kadafi, por causa da falta de comida e de remédios e dos temores de que suas casas serão atingidas durante confrontos entre forças do governo rebelde e homens ligados ao antigo regime.

 

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Opositores do coronel líbio lançaram uma ofensiva contra Sirte quase duas semanas atrás, mas enfrentam forte resistência no interior da cidade. Após sangrentos confrontos no final de semana, as forças insurgentes disseram que se retiraram para planejar um ataque e dar mais tempo para que os civis fujam.

 

 

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que teve um papel importante no combate ao Exército de Kadafi durante a guerra civil líbia, mantém sua campanha desde a queda de Trípoli, no mês passado. Nesta segunda-feira, a aliança informou que seus aviões atingiram oito alvos militares perto de Sirte no domingo, dentre eles instalações de armazenamento de munição e veículos e um lançador de foguetes.

 

Os civis que deixavam Sirte na segunda-feira disseram que há falta de comida, combustível, água potável e remédios. Eman Mohammed, médica do Hospital Ibn Sina, no centro da cidade, disse que o local está sem a maioria dos medicamentos necessários e falta oxigênio nas salas de operação.

 

Segundo ela, os pacientes que chegam ao hospital descobrem que não há funcionários para tratá-los porque a falta de combustível e o medo impedem que as pessoas cheguem ao trabalho. A médica de 30 anos disse que os ferimentos dos últimos dias parecem ter sido provocados por forças ligadas ao governo rebelde. "A maioria dos mortos e feridos dos últimos dias são vítimas de bombardeios."

 

As forças localizadas na periferia da cidade disparam bombas, foguetes e morteiros na direção de Sirte diariamente, sem uma ideia clara do que estão atacando. O local é um dos poucos onde a insurgência enfrenta resistência. O governo provisório afirmou, porém, que vai lutar para "libertar toda a Líbia", o que inclui as poucas cidades sob controle das tropas de Kadafi. As informações são da Associated Press.

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