Civis sírios ficam presos em campo de refugiados com confronto de militantes

Milhares de civis ficaram presos, sem comida ou água, enquanto militantes - alguns ligados ao Estado Islâmico - entraram em confronto nas ruas do campo de Yarmouk. Até este domingo, cerca de 1.500 pessoas já haviam deixado o campo de refugiados. A Organização das Nações Unidas informou que está impossibilitada de entregar comida em Yarmouk há mais de uma semana.

Estadão Conteúdo

05 de abril de 2015 | 15h13

O campo de Yarmouk é um dos distritos mais densos de Damasco e habitado principalmente por refugiados palestinos que chegaram à Síria após a criação de Israel, em 1948. Localizado no sul da capital síria, o campo se encontra a alguns quilômetros do centro da cidade. Antes da infiltração de militantes nesta semana, cerca de 18 mil civis, incluindo 3.500 crianças, viviam no local, protegidos por forças pró-governo e milícias.

A situação do campo piorou no início do mês, quando Aknaf Beit al-Maqdis, um grupo de oposição ligado ao grupo militante Hamas e baseado no campo, prendeu dezenas de militantes rivais em resposta ao assassinato de Yahya al-Hourani, autoridade do Hamas na Síria. A maioria dos presos pelo Aknaf tem ligação com o Estado Islâmico.

Em resposta, apoiadores do Estado Islâmico facilitaram a entrada de militantes do grupo em Yarmouk. Relatos deste domingo indicam que o grupo já controla o sul do campo, enquanto Aknaf e seus aliados permanecem na região central. Facções palestinas e milícias pró-regime controlar o norte do campo, que é mais próximo do centro de Damasco. Fonte: Dow Jones Newswires.

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