Clérigo acusado de terrorismo é deportado para Jordânia

O clérigo radical muçulmano Abu Qatada se declarou inocente das acusações de terrorismo na Jordânia neste domingo, horas depois de uma batalha judicial de uma década terminar com a deportação dele da Inglaterra. O retorno de Abu Qatada foi considerado uma vitória para a Jordânia, cujo pedido de extradição feito em 2001 foi bloqueado por tribunais britânicos e europeus por causa de questões relacionadas a direitos humanos.

Agência Estado

07 de julho de 2013 | 12h21

No mês passado a Inglaterra e a Jordânia ratificaram um tratado sobre tortura destinado a reduzir essas preocupações, o que abriu caminho para a deportação do acusado. A Jordânia condenou Abu Qatada, de 53 anos, mesmo sem ele estar presente nos julgamentos, em dois casos separados de envolvimento com planos da Al-Qaeda para atacar norte-americanos, israelenses e outros cidadãos do Ocidente em 1999 e 2000. As condenações agora foram suspensas para um novo julgamento.

O advogado do acusado, Tayseer Thiab, disse que seu cliente "afirmou a promotores militares que não é culpado de terrorismo e rejeitou as acusações contra ele". Abu Qatada deverá ficar preso por 15 dias, a espera de mais interrogatórios, de acordo com um dos promotores. Thiab informou que tentará liberar seu cliente sob fiança na segunda-feira.

Abu Qatada aterrissou no aeroporto civil de Amã em uma aeronave britânica e foi escoltado pela polícia antiterrorismo em um comboio de 12 carros para a área do Tribunal de Segurança Estatal. Fonte: Associated Press.

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