Clérigo deixa Swat e põe em risco a paz no Paquistão

Sufi Muhammad, clérigo de linha dura que negociou um acordo de paz para interromper os combates entre o Taleban e forças de segurança no Vale Swat, no Paquistão, disse hoje que está deixando a região para protestar contra o fracasso do governo em impor a lei islâmica. O anúncio gera sérias dúvidas sobre a durabilidade do cessar-fogo na região, o que, segundo autoridades dos Estados Unidos, pode criar outro santuário para aliados da Al-Qaeda, responsáveis pelo aumento da violência no país.

AE-AP, Agencia Estado

09 de abril de 2009 | 14h03

A imposição da lei islâmica em Swat, que já foi um paraíso turístico, foi um ponto crucial de um acordo elaborado em fevereiro pelo governo provincial em conjunto com Muhammad. O clérigo já havia liderado milhares de voluntários em lutas contra as forças norte-americanas no Afeganistão, mas recentemente renunciou à violência.

Graças, em parte, à mediação de Muhammad, o acordo acabou com 18 meses de terror e combates sangrentos que deixaram centenas de mortos e forçaram quase um terço dos 1,5 milhão de habitantes do vale a deixarem a região anteriormente tão próspera. O presidente Asif Ali Zardari tem afirmado que só vai assinar uma ordem para introdução da lei islâmica na região depois que a paz for restabelecida - sem dizer como isso será determinado. As informações são da Associated Press.

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