Bret Hartman/Arquivo/Reuters
Bret Hartman/Arquivo/Reuters

Clérigo islâmico oferece US$ 300 mil por morte de produtor de filme

'A inocência dos Muçulmanos' ridiculariza o profeta Maomé e causou uma onda de protestos

AE, Agência Estado

10 de outubro de 2012 | 16h05

CABUL - O clérigo islâmico do oeste do Afeganistão Mir Faruq Hussini ofereceu nesta quarta-feira, 10, US$ 300 mil para quem matar o produtor do filme "A Inocência dos Muçulmanos", produzido nos Estados Unidos e que ridiculariza o profeta Maomé. Faruq Hussini é porta-voz de uma organização que reúne 450 escolas religiosas islâmicas na província afegã de Herat.

Promotores federais dos EUA afirmam que Nakoula Basseley Nakoula, de 55 anos, é o produtor do filme. Ele nasceu no Egito, mas é cidadão norte-americano naturalizado. O filme retrata Maomé como um mulherengo vulgar, genocida, molestador de crianças e bissexual.

Em entrevista por telefone à Associated Press, Faruq Hussini disse que o produtor do filme é uma "pessoa suja". O filme causou uma onda de protestos e indignação nos países muçulmanos, que deixou pelo menos 50 pessoas mortas.

Nakoula Basseley Nakoula usou vários nomes no passado e foi condenado pela Justiça dos EUA por estelionato e crimes contra o sistema financeiro. Ele mudou o nome para Mark Basseley Youssef em 2002 mas não avisou as autoridades.

No mês passado, o grupo fundamentalista Taleban do Paquistão ofereceu US$ 100 mil para quem matar o produtor do filme. Um ministro do gabinete do governo paquistanês ofereceu uma recompensa semelhante, mas o gesto foi desaprovado por Islamabad.

Hussini também oferece uma recompensa de US$ 500 mil para quem matar um clérigo islâmico que é seu desafeto na província iraniana de Yazd, perto de Herat. Hussini afirma que o clérigo iraniano, Mehdi Daneshmand, insultou a esposa do profeta Maomé.

Com AP

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