Clérigo paquistanês oferece recompensa pela cabeça de cartunistas

O clérigo paquistanês Mohammed Yousaf Qureshi anunciou nesta sexta-feira uma recompensa de US$ 1 milhão para quem matar os cartunistas que fizeram as charges de Maomé, enquanto milhares de manifestantes tomam as ruas do país e as autoridades prendem vários insurgentes. Qureshi disse que a mesquita e sua escola religiosa irão dar 1,5 milhões de rupias (US$25.000) e um carro, enquanto a associação de joalherias da região irá dar mais US$1 milhão ao assassino. Nenhum representante da associação foi encontrado para confirmar a informação.Qureshi não nomeou os cartunistas em sua proposta. Ele parece não ligar para o fato de serem 12 os cartunistas que fizeram as charges, consideradas como blasfêmias pelos muçulmanos.PrisõesA polícia prendeu mais um líder islâmico que incitava manifestações violentas nesta sexta-feira, após confrontos que mataram cinco pessoas.A Dinamarca anunciou que irá fechar temporariamente sua embaixada no Paquistão, depois de uma semana cheia de protestos em que os alvos foram estabelecimentos ocidentais. O governo dinamarquês já tinha fechado temporariamente suas embaixadas no Líbano, Síria, Irã e Indonésia após protestos contra o país.Temendo mais protestos, o Paquistão reforçou o policiamento nas maiores cidades onde a multidão toma conta das ruas. Foram cerca de 7 mil manifestantes em Rawalpindi, 5 mil na cidade de Quetta e mais 5 mil na cidade de Karachi.A polícia prendeu 125 manifestantes na cidade de Multan, na província de Punjab, e outros 70 em Karachi. A forças de seguranças de Punjab foram ordenadas a restringir todos os movimentos de líderes religiosos que podem incitar movimentos violentos. O líder do grupo radical Jamaat al-Dawat, Hafiz Mohammed Saeed, se tornou o primeiro religioso a ser detido por autoridades desde que os protestos começaram no Paquistão, no começo de fevereiro. Funcionários da inteligência disseram que vários membros do Jamaat al-Dawat e outros grupos militantes se juntaram aos protestos de Lahora na última terça-feira e incitaram a violência em uma tentativa de desacreditar o governo do presidente general Pervez Musharraf.

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