Clérigo radical é condenado à prisão perpétua no Líbano

Um tribunal militar libanês condenou hoje um clérigo radical islâmico, Omar Bakri Mohammed, por acusações de terrorismo e o sentenciou à revelia à prisão perpétua, disseram militares. Mohammed, que tem dupla cidadania libanesa e síria, viveu por 20 anos na Grã-Bretanha, onde chefiou o agora proscrito grupo islâmico al-Muhajroun. Em 2005, ele se mudou da Grã-Bretanha para o Líbano, após o governo britânico ter impedido que ele regressasse a Londres depois de uma viagem.

AE, Agência Estado

12 de novembro de 2010 | 16h49

Funcionários do governo libanês dizem que Bakri Mohammed está entre as 54 pessoas sentenciadas hoje, como parte dos julgamentos de insurgentes que se rebelaram contra o exército libanês, em 2007. Bakri Mohammed foi condenado "por pertencer a um grupo armado que tinha como objetivo conduzir atos terroristas e conspirar para matar soldados libaneses". Os funcionários dizem que ele acabou sendo sentenciado à prisão perpétua porque não apareceu no tribunal para se defender.

Bakri Mohammed, que vive na cidade de Tripoli, no norte libanês, um centro de fundamentalistas islâmicos sunitas, se disse chocado com a sentença. "Eu nunca fui convocado a qualquer tribunal e nunca foi emitida nenhuma ordem de prisão contra a minha pessoa", disse o clérigo. Ele disse que as acusações são "mentiras e farsas". Ainda não está claro porque as autoridades libanesas não detiveram Bakri Mohammed, que não vive na clandestinidade e aparece frequentemente em programas sunitas na televisão.

Além de Bakri Mohammed, outras 53 pessoas, 20 das quais também foram julgadas à revelia, receberam sentenças de prisão que vão de um ano à prisão perpétua. As informações são da Associated Press.

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