Clérigo radical indonésio é condenado a 15 anos de prisão por terrorismo

Bashir é acusado de destinar fundos ao financiamento de um campo de treinamento de terroristas

Efe

16 de junho de 2011 | 11h37

Promotoria queria que clérigo pegasse prisão perpétua por crimes

 

JACARTA - O clérigo radical indonésio Abu Bakar Bashir, considerado o líder espiritual do grupo extremista Jemaah Islamiya, foi condenado nesta quinta-feira, 16, a 15 anos de prisão por um tribunal de Jacarta após ser declarado culpado de atividades terroristas.

 

Bashir começou a ser julgado há quatro meses após ter sido detido em agosto do ano passado sob acusação de obter fundos e de destiná-los ao financiamento de um campo de treinamento de terroristas no norte da ilha de Sumatra.

 

Antes do anúncio oficial da decisão pelo tribunal, a promotoria pediu que Bashir fosse condenado a prisão perpétua. Ao conhecer a sentença, Bashir mostrou-se tranquilo, e cumprimentou alguns de seus colaboradores que tiveram acesso permitido à sala de audiências, enquanto do lado de fora do tribunal seus seguidores gritaram "Alá é grande", como constatou a reportagem da Agência Efe.

 

Cerca de 500 de partidários do clérigo, muitos deles com camisetas impressas com o rosto de Osama bin Laden, se concentraram em frente ao edifício do tribunal. A maioria deles chegou durante a noite, e veio da cidade de Solo, na ilha de Java, onde Bashir conta com uma forte base de apoio.

 

Aproximadamente 3 mil soldados das forças de segurança foram destacados para reforçar a segurança no perímetro da sede do tribunal e em vários pontos de Jacarta para prevenir focos de violência por parte dos seguidores do clérigo.

 

A Jemaah Islamiya, responsável de inúmeros atentados, é considerada o braço da Al-Qaeda no Sudeste Asiático.

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