Clérigos defendem morte para quem desrespeitar Alcorão

Dois importantes clérigos do Irã disseram que aqueles que usurparem o Alcorão devem ser mortos, informou a agência de notícias FARS. Centenas de pessoas no país protestaram hoje nas proximidades da embaixada da Suíça em Teerã.

AE, Agência Estado

13 de setembro de 2010 | 12h54

"Do ponto de vista da jurisprudência islâmica, a forte objeção a esses pensamentos é obrigatória e necessária e o assassinato das pessoas que cometeram esse ato é compulsório", afirmou o aiatolá Hossein Nouri Hamedani, segundo a FARS. O aiatolá Naser Makarem Shirazi deu declarações na mesma linha, acrescentando que essa resposta deve ser tomada após a consulta a um "juiz religioso".

Um pastor evangélico norte-americano ameaçou na semana passada queimar exemplares do Alcorão, para marcar os nove anos dos atentados de 11 de setembro de 2001. O pastor, Terry Jones, acabou desistindo da ideia. Porém, um grupo de conservadores cristão queimou páginas do livro sagrado muçulmano, em uma manifestação no último sábado, nas proximidades da Casa Branca.

Importantes autoridades do Irã, incluindo o presidente Mahmoud Ahmadinejad, criticaram duramente a iniciativa de alguns norte-americanos. Para Ahmadinejad, o sacrilégio era um "plano sionista" que poderia causar a "aniquilação" de Israel mais rapidamente.

Cerca de 500 pessoas protestaram nas proximidades da embaixada suíça no norte de Teerã, em um protesto contra os EUA por causa do tema. A multidão chegou a tentar entrar na embaixada, mas guardas contiveram o grupo. A embaixada da Suíça cuida dos interesses norte-americanos no Irã pois Washington e Teerã romperam relações diplomáticas desde a Revolução Iraniana, em 1979.

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