Clérigos muçulmanos afastados de prisões britânicas

O serviço penitenciário da Grã-Bretanha anunciou hoje ter afastado um clérigo muçulmano e suspendido outro por supostamente fazerem comentários impróprios sobre os ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos. "Deixamos bem claro para todos nossos imames que existem certos comentários sobre ser crítico aos EUA ou louvar o que ocorreu em 11 de setembro que são inteiramente inaceitáveis", afirmou o diretor do sistema penitenciário Martin Narey, à rádio BBC. Um porta-voz do serviço disse que Ahmed Bilal, um imame na instituição correcional juvenil de Aylesbury, em Londres, foi afastado em 1º de outubro depois de fazer circular a transcrição de "uma potencialmente inflamatória entrevista de rádio" entre presos muçulmanos. Um imame na prisão Belmarsh, também em Londres, foi investigado por supostas "ligações impróprias" mas foi inocentados e reintegrado, informou o porta-voz. Um terceiro imame no centro correcional juvenil de Feltham de Londres foi suspenso por acusações de comportamento não profissional relacionado a 11 de setembro. A investigação sobre ele continua. Feltham teria uma vez abrigado Richard C. Reid, o homem acusado de tentar derrubar um avião na semana passada num vôo transatlântico detonando explosivos escondidos em seu tênis. Reid teria se convertido ao Islã enquanto cumpria pena na prisão. Abdul Haqq Baker, o chefe da mesquita de Londres que Reid frequentava, disse que radicais islâmicos recrutam jovens muçulmanos convertidos em sua mesquita. De 1996 a 1998, Reid frequentou a mesquita de Brixton na mesma época que Zacarias Moussaoui, o francês acusado de conspiração relacionada aos atentados nos EUA. Cerca de 130 imames são empregados como capelães nas prisões britânicas, onde cumprem sentenças cerca de 4.000 muçulmanos.

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